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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
"Complexa e polêmica, a reprodução assistida desperta intenso debate mundial" - Henrique Carlos Gonçalves


ENTREVISTA (JC pág. 3)
A dedicação da médica fisiatra Linamara Battistella na atenção a pessoas com necessidades especiais


ATIVIDADES 1 (JC pág. 4)
Diretores, conselheiros e parlamentares discutem aumento de recursos no SUS


ATIVIDADES 2 (JC pág. 5)
Conduta Inicial no Trauma foi tema de atualização profissional ministrada no interior do Estado


ENSINO MÉDICO (JC pág. 6)
Debate promovido pelo Cremesp reuniu acadêmicos e entidades para discutir a graduação no país


EXAME CREMESP (JC pág. 7)
Confira o que pensam os acadêmicos de Medicina sobre o exame do Cremesp


ÉTICA MÉDICA 1 (JC pág. 8)
Resolução publicada pelo CFM em 17 de setembro estabelece o novo Código de Ética Médica


ÉTICA/JUSTIÇA (JC pág. 10)
Novo Código de Ética Médica comentado pelo coordenador de nosso Departamento Jurídico


ÉTICA MÉDICA 2 (JC pág. 11)
Serviço de Apoio, parceria do Cremesp & Uniad, completa sete anos


GERAL 1 (JC pág. 12)
Vida de Médico mostra que escolha da profissão é movida, acima de tudo, pela vontade de ajudar


COLUNA CFM (JC pág. 13)
Clóvis Francisco Constantino e Isac Jorge Filho se despedem de seus mandatos


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 2 (JC pág. 15)
Programa de Educação em Saúde para a Comunidade, do Cremesp, avança pelos bairros da cidade


GALERIA DE FOTOS



Edição 263 - 09/2009

ÉTICA MÉDICA 2 (JC pág. 11)

Serviço de Apoio, parceria do Cremesp & Uniad, completa sete anos


O que fazer para ajudar um colega dependente químico?

A Rede de Apoio a Médicos, fruto de parceria entre o Cremesp e a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad, vinculada à Universidade Federal de São Paulo/Unifesp), completou sete anos de existência, em meados de 2009. Funcionando a pleno vapor, a rede já atendeu mais de 400 médicos com problemas relacionados ao uso nocivo ou dependência de substâncias químicas e portadores de transtornos mentais, bem como orientou familiares desses profissionais.

Para Hamer Palhares, psiquiatra da rede (cuja tese de doutorado, pela Unifesp, abordou o tema Dependência Química entre Médicos), o serviço vem se consolidando de forma segura – ainda que não rapidamente –, pelo aumento da divulgação, tanto direta quanto indireta, ou seja, pacientes que procuram atendimento e recomendam o serviço.

De acordo com o psiquiatra, a droga que leva a um maior número de atendimentos é o álcool, sem dúvida alguma, em fato previsível pela sua característica lícita e socialmente aceita. “O que chama a atenção, no entanto, é o alto índice de procura por conta de dependência de opioides e benzodiazepínicos, substâncias cujo acesso é facilitado pelo exercício profissional e que, muitas vezes, são utilizadas de modo equivocado, numa tentativa de automedicação”. 

O início do vício
Por vezes, o uso de substâncias nocivas tende a ir aumentando no decorrer da escola médica, “incentivado” por festinhas regadas a álcool e cocaína: “Antes disso, o abuso é contido pelo próprio vestibular: se beber demais, o aluno sabe que não conseguirá entrar nas melhores faculdades de Medicina” explica Ronaldo Laranjeira, fundador da Uniad e coordenador da rede.

Ao se tornar dependente, o médico (ou estudante de medicina) precisa de ajuda dos próprios colegas, já que pode se afastar de seus amigos e familiares. De acordo com Palhares, não há uma receita única em como abordar o usuário de álcool e drogas. Assim, características pessoais e contextuais devem ser levadas em conta. “O que recomendamos é agir de modo firme, empático, oferecendo alternativas, ao mesmo tempo em que atitudes de mudança são priorizadas, almejando sempre a participação do próprio paciente-médico no processo de tomada de decisão”, orienta o psiquiatra.

A boa notícia é que a grande maioria dos pacientes que busca tratamento volta a ter vida pessoal e profissional normal; pouquíssimos mudam de área e praticamente nenhum chega a abandonar a carreira. “Estimativas vindas de centros do mundo inteiro apontam para um índice de sucesso na ordem de 80%”, avalia Ronaldo Laranjeira.

Apoio aos colegas e comissões de Ética
Em editorial de 2004, a Associação Médica Britânica considerava “ser dever ético de cada médico ajudar a zelar pelo bem-estar de outros colegas, por meio de aconselhamento, orientação e comunicação às Comissões de Ética Médica (CEM) sobre as possíveis limitações do exercício profissional decorrentes de problemas de saúde mental ou abuso de álcool e drogas”. 

Será que este tipo de raciocínio existe também entre os médicos brasileiros? “Temos laços afetivos com os colegas e existe a tendência de ajudá-lo, sim, quando percebemos que estão inseridos no contexto de abuso de álcool e outras drogas. Creio que o primeiro passo corresponda ao aconselhamento, a uma conversa franca” pondera Reinaldo Ayer de Oliveira, conselheiro do Cremesp e coordenador da Câmara Técnica Interdisciplinar de Bioética.

Se isso não for possível, ressalta, a alternativa pode ser encaminhar a situação à CEM do hospital em que o médico dependente atua. “Não se trata de julgar o colega ou denunciá-lo, e, sim, reconhecer o fato de que a Comissão, atualmente mais intervencionista, tem melhores condições de buscar assessoria técnica”, completa Ronaldo Laranjeira.

Além de ajudar os colegas que sofrem por problemas dos quais talvez não consigam sair sozinhos, ao levar o caso a instâncias superiores, “os médicos estarão agindo de acordo com a essência da profissão, ou seja, evitando agravos à saúde dos atendidos”, diz Gabriel Oselka, coordenador do Centro de Bioética do Cremesp, que salienta: “rigorosamente, todos que tomarem conhecimento de casos dessa natureza por motivos profissionais tornam-se presos à obrigação ética do sigilo em relação ao paciente-médico.”

Para utilizar a rede
- O contato inicial acontece por meio de uma Central de Apoio pelos telefones (11) 5579-5643 e (11) 5575-1708;
- Em seguida, busca-se fazer uma entrevista presencial, o mais breve possível. “Geralmente em 24 ou 48 horas desde o contato inicial”, afirma o psiquiatra Hamer Palhares, da Uniad/Unifesp. O objetivo da avaliação é realizar um planejamento diagnóstico e encaminhamento para tratamento;
- A partir de uma eventual indicação de apoio psicológico e/ou tratamento psiquiátrico, se o paciente desejar, as primeiras sessões (em geral, quatro) são oferecidas na Uniad de forma gratuita;
- Depois desta etapa, o paciente-médico será encaminhado para uma rede de psiquiatras no Estado, quando discutirá com o psiquiatra de referência questões como a necessidade de acompanhamento psicoterápico, afastamento das atividades profissionais e terapia ocupacional;
- O próprio Cremesp, por meio de seu Serviço Social, desenvolve ações de acolhimento quando da instauração de procedimento administrativo, para os casos de indício de doença incapacitante para o exercício da medicina. Uma dessas ações é o encaminhamento à rede.

Para quem quer participar da rede
- Como a maioria dos atendimentos relaciona-se a problemas pelo uso de substâncias químicas, a preferência recai sobre psiquiatras que tenham experiência no manejo destas situações e conhecedores das particularidades da profissão;
- Um dos desafios para a consolidação da Rede de Apoio é obter melhor cobertura no Interior. Para isso, buscam-se especialistas nas cidades mais distantes da Capital;
- Em vários casos, médicos que atuam na parceria Uniad/Unifesp e Cremesp permanecem fazendo segmento paralelo ou supervisão clínica;
- Os interessados em agregar-se ao grupo podem encaminhar currículo para o e-mail hamerpalhares@yahoo.com.br. Vale lembrar que os psiquiatras da rede não são remunerados, já que o seu objetivo principal é assistencial.




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