PESQUISA  
 
Nesta Edição
Todas as edições


CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
Dilema bioético da atualidade: a autonomia de pacientes terminais


ENTREVISTA (JC pág. 3)
Ben-Hur Ferraz Neto, presidente da ABTO


ATIVIDADES 1 (JC pág. 4)
PEMC inclui cidades do interior em seu roteiro de atualização


ATIVIDADES 2 (JC pág. 5)
I Fórum de Comunicação Integrada dos Conselhos de Medicina


ATIVIDADES 3 (JC pág. 6)
O exercício da Pediatria no país, segundo análise da SPSP


EXAME DO CREMESP (JC pág. 7)
As avaliações estão programadas para setembro e outubro


XII ENEM (JC págs. 8 e 9)
Carta de Brasília divulga propostas aprovadas pelas entidades médicas


ARTIGO (JC pág. 10)
Sistemas público e suplementar de saúde na visão de Bosi Ferraz


GERAL 1 (JC pág. 11)
Educar para Paliar: evento internacional está recebendo inscrições


GERAL 2 (JC pág. 12)
O reajuste dos honorários médicos está determinado pela RN/ANS 71/2004


CFM (JC pág. 13)
Representantes do Estado no CFM se dirigem aos médicos e à sociedade


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
Análises do Cremesp ajudam a prevenir falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 3 (JC pág. 15)
Acompanhe a participação do Cremesp em eventos relevantes para a classe


ESPECIALIDADES (JC pág. 16)
Sociedade Brasileira de Cardiologia: 12 mil sócios e 25 entidades estaduais


GALERIA DE FOTOS



Edição 273 - 08/2010

CFM (JC pág. 13)

Representantes do Estado no CFM se dirigem aos médicos e à sociedade


Coluna dos conselheiros do CFM

O grito dos médicos pelo direito à saúde

Desiré Carlos Callegari
e-mail:
desireimprensa@cfm.org.br 

O XII Encontro Nacional das Entidades Médicas chegou ao seu final em 30 de julho com 115 deliberações aprovadas em plenário e um Manifesto à Nação, aclamado de pé pelos 600 delegados de todo o país.

Os médicos paulistas se fizeram representar na oportunidade, contribuindo para que estes documentos traduzissem também os anseios e angústias dos que vivem e trabalham no Estado.

Não falamos apenas do que interessa à nossa categoria. Expressamos, principalmente, nossa indignação com os rumos adotados pelos sucessivos gestores, cuja dificuldade em entender a dimensão do quadro grave no qual se encontra a saúde brasileira coloca em risco o bem-estar de toda a sociedade. Diante disso, nós, médicos, não podemos ficar calados e reafirmamos nosso compromisso ético com a população brasileira.

Exigimos mais recursos, uma gestão moderna e ágil, e comprometimento dos tomadores de decisão com a manutenção da grande política social que é o Sistema Único de Saúde (SUS). Como deixamos claro, não podemos ser cúmplices do processo de sucateamento da rede de atenção, especialmente a pública, estrangulada pela demanda crescente e pela agonia de pacientes de profissionais.

O prognóstico não é melhor na área da Saúde Suplementar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve ocupar sua posição de reguladora das relações entre empresas, usuários e profissionais. Sem isso, permanecerão a defasagem nos honorários e as restrições de atendimento, que penalizam, sobretudo, os que esperam por cuidados.

Os participantes do Enem – representando o pensamento de 350 mil médicos – cobram ainda a valorização do papel de nossa categoria no campo da assistência por meio de medidas, como a definição de uma política de recursos humanos para o SUS. A criação da carreira de Estado para o médico é apenas um item dessa pauta, que inclui eliminar as distorções que campeiam, especialmente no Interior, como contratos precários, inexistência de vínculos, sobrecarga de trabalho e ausência de estrutura mínima para atendimento.

Da mesma forma, deve-se dar atenção ao futuro da Medicina, com a qualificação do ensino, o fim da abertura indiscriminada de novos cursos, o cumprimento de critérios equânimes de revalidação dos diplomas obtidos no exterior e a garantia de vagas em residências médicas para todos os deixaram a universidade.

Em síntese, defendemos nada mais que o justo, o legal. Essas medidas – que dependem da vontade dos gestores para verem a luz do dia – são instrumentos para garantir a todos os brasileiros “acesso universal, integral e equânime à assistência, embasados na eficiência e eficácia dos serviços oferecidos, convergindo em definições claras de políticas de Estado para a saúde”, como dito no Manifesto à Nação.
 
No entanto, como participantes desse processo, consideramos ser pertinente fazer alguns alertas. Em primeiro lugar, os gestores do SUS e dos planos de saúde não podem ignorar os pleitos dos médicos, sem os quais o funcionamento de toda a rede de assistência se torna inviável. E, finalmente, a nós mesmos: mais um passo foi dado em nossa luta, mas, certamente, não será o último. Precisamos nos manter atentos para defender nossas propostas, embasados em argumentos sólidos e na força da mobilização. Este é o grito simbólico dos médicos pelo direito à saúde de todos os brasileiros!


Bons exemplos

Renato Françoso Filho

A Sogesp, presidida pelo professor César Eduardo Fernandes, lançou campanha pela valorização do trabalho dos médicos da especialidade, em maio deste ano. Denuncia o valor que é pago por planos de saúde pela consulta médica (R$ 25) e pelo parto (R$ 200), por meio de outdoor, folders e revistas.

A grande imprensa repercutiu o fato em matérias de destaque. Isso se deu porque ninguém acredita que nós somos remunerados de forma tão aviltante por planos de saúde.

A população arca com aumentos anuais, paga valores cada vez maiores pelos seus planos e desconhece os valores que recebemos para cuidar de sua saúde. Não imagina como que o profissional que filma o  parto, e tem o seu devido valor, receba até cinco vezes mais o valor pago ao médico que realiza o parto e zela pela saúde da mãe e do recém-nato. É inacreditável esta mórbida realidade, até mesmo ao mais crédulo dos humanos.

Os colegas ginecologistas sentem-se contemplados com esta atitude da Sociedade Paulista de Ginecologia. Com os mesmos propósitos da valorização de seus filiados, a Sociedade de Anestesiologista do Estado de São Paulo vai iniciar campanha nos próximos dias. É desta forma, com ações determinadas, incisivas, corajosas e reveladoras, que vamos demonstrar à sociedade a real situação dos médicos do nosso país e como são tratados pelos planos de saúde e pela Agência de Saúde Suplementar.

O pior é que estes valores que nos são pagos não são exceção. São a regra. Os planos de saúde não conseguem baixar seus custos reduzindo os valores de medicamentos, de materiais, de insumos, de equipamentos e administrativos. Mas não têm nenhuma dificuldade em reduzir os “custos” do trabalho médico. Por quê? Porque nós permitimos. E temos permitido já há um bom tempo.

Agora não dá mais. A revista da Associação Paulista de Medicina, na edição de agosto, revela que os médicos não mais estão conseguindo manter seus consultórios. No mês de julho, reuniram-se em Brasília as principais lideranças médicas de todo o país. Discutiram e aprovaram propostas de luta em várias frentes: ensino médico, condições de trabalho, remuneração e valorização do médico, relação com SUS e planos de saúde, entre outras.

O que os médicos esperam ansiosamente é que os bons exemplos da Sociedade Paulista de Ginecologia e da Sociedade Paulista de Anestesiologia sejam replicados pelas outras sociedades de especialidades, integradas com as entidades mães, Conselhos, associações e sindicatos, de forma integrada, harmônica, inteligente e organizada. Mas com ações concretas e decisivas para a redenção da classe médica.


*Desiré Carlos Callegari (titular) e Renato Françoso Filho (suplente) são representantes do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina.




Este conteúdo teve 90 acessos.


CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO
CNPJ: 63.106.843/0001-97

Sede: Rua Frei Caneca, 1282
Consolação - São Paulo/SP - CEP 01307-002

CENTRAL DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO
(11) 4349-9900 (de segunda a sexta feira, das 9h às 20h)

HORÁRIO DE EXPEDIENTE PARA PROTOCOLOS
De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h


ESTACIONAMENTOS : NOVOS CONVÊNIOS


CONTATOS

Regionais do Cremesp:

Conselhos de Medicina:


© 2001-2020 cremesp.org.br Todos os direitos reservados. Código de conduta online. 220 usuários on-line - 90
Este site é melhor visualizado em Internet Explorer 8 ou superior, Firefox 40 ou superior e Chrome 46 ou superior