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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Luiz Alberto Bacheschi - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
José Augusto Cabral de Barros


ATIVIDADES 1 (pág. 4)
Encontros do Cremesp sobre as atualizações do novo CEM


ESCOLAS MÉDICAS (pág. 5)
Cremesp protocola documento junto ao MEC contra curso no interior do Estado


ATIVIDADES 2 (pág. 6)
Análise dos conflitos de interesses entre a categoria e empresas médicas


ATIVIDADES 3 (pág. 7)
Destaque para a reunião da Comissão Pró-SUS realizada em 17 de fevereiro


MOVIMENTO MÉDICO (pág. 8)
PLANOS DE SAÚDE


SAÚDE PÚBLICA
Confira a Portaria 104, do Ministério da Saúde, sobre notificação para doenças graves


GERAL 1 (pág. 11)
Medicamentos manipulados versus industrializados: riscos e cuidados


COLUNA DOS CONSELHEIROS DO CFM (pág. 12)
Canal de comunicação dos representantes de São Paulo no CFM


SAÚDE SUPLEMENTAR (pág. 13)
O atendimento gratuito de pacientes de planos de saúde


ALERTA ÉTICO (pág. 14)
Análises do Cremesp previnem falhas éticas causadas pela desinformação


GERAL 2 (pág. 15)
Participação do Cremesp em eventos relevantes para a categoria


ESPECIALIDADES (pág. 16)
Câmara Técnica do Cremesp mantém canal permanente de comunicação com o especialista


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Edição 279 - 03/2011

ESPECIALIDADES (pág. 16)

Câmara Técnica do Cremesp mantém canal permanente de comunicação com o especialista


MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é a especialidade do atendimento básico ao paciente. Com o conhecimento sustentado pela clínica médica, pediatria e ginecologia e obstetrícia, ela é voltada para o atendimento à criança, ao idoso, à gestante, ao hipertenso, ou a um jovem com dor de cabeça, por exemplo. Na maioria dos casos, o profissional integra as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), que somam 31 mil em todo o país. Só na cidade de São Paulo, são 1,2 mil grupos distribuídos em 256 Unidades Básicas de Saúde (UBS).


“A especialidade do médico de família é trabalhar com as pessoas, acompanhando-as ao longo da vida”, diz a diretora de assistência médica hospitalar do Hospital Santa Marcelina, Monique Bourget. Além de realizar o atendimento focado na recuperação de um doente, esse especialista também desenvolve ações para garantir a manutenção da saúde antes mesmo que a enfermidade apareça. Assim, a relação médico-paciente é construída ao longo dos anos.

Em geral, o médico de família e comunidade integra uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF). Mas ele também atua em convênios ou clínicas particulares. “A principal área de atuação da MFC é a Atenção Primária à Saúde (APS), embora tenha profissionais que trabalhem com ensino, gestão e mesmo em centros de reabilitação”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Gustavo Gusso.

A escassez de recursos e a falta de organização dos locais de atendimento são os maiores desafios encontrados pelo médico de família e comunidade, segundo a conselheira e coordenadora da Câmara Técnica de Medicina da Família e Comunidade do Cremesp, Ieda Verreschi. “Ainda há muita coisa a ser feita”, diz.

Gusso aponta ainda a desinformação da população e dos próprios médicos sobre o papel da especialidade na rede de atenção. Além disso,  critica a falta de estrutura da APS no Brasil, que possui UBS muito precárias e carência de uma política efetiva para a área.

O presidente da sociedade cita também a baixa remuneração do médico de família. “Os salários são menores que de outras especialidades, se considerarmos que na ESF são exigidas 40 horas semanais.” Para Ieda, a atuação nessa especialidade exige, acima de tudo, vocação.

Título de Especialista
O título de especialista pode ser obtido por meio de um programa de Residência Médica, com duração de dois anos, ou realizando uma prova da sociedade de especialidade, desde que o médico comprove ter, no mínimo, quatro anos de experiência.

“Ainda não é uma especialidade muito procurada pelas pessoas para fazer residência”, diz Monique. Segundo ela, a Residência em Medicina de Família e Comunidade possui 4% do número total de vagas existentes no país. “Mesmo assim, essas vagas não são preenchidas porque as pessoas não reconhecem o valor da especialidade.”

História
As primeiras iniciativas do gênero, no Brasil, surgiram na segunda metade da década de 1970, com os primeiros programas de Residência em Medicina Geral Comunitária (MGC) do país. A especialidade é reconhecida desde 1981 pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Como ainda não havia um campo de atuação fortalecido, durante os anos 1980 e 1990, a especialidade atuou sob críticas e enfrentou muitas adversidades. Após a realização do 1º Congresso Luso-Brasileiro de MGC em 2000, voltou a ganhar força e, um ano depois, passou a ser denominada Medicina de Família e Comunidade, devido à sua forte atuação na ESF.

Sociedade Brasileira
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) – antiga Sociedade Brasileira de Medicina Geral e Comunitária (SBMGC) – tem como objetivo promover a especialidade e o intercâmbio de conhecimento entre seus integrantes e profissionais da área. Atualmente, possui cerca de 4 mil associados. Foi fundada em dezembro de 1981 e reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) em 2002. “A especialidade e a entidade cresceram muito, sobretudo na última década, quando houve a expansão da ESF. Antes não havia um campo de trabalho bem definido”, diz Gusso.

ESF
Em funcionamento desde 1994, a Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo assistencial realizado por meio de equipes multiprofissionais, que atende a um determinado número de famílias de uma área delimitada, além de desenvolver outras ações de saúde. Seu gerenciamento fica a cargo dos municípios.

A ESF possui 31 mil equipes em todo o Brasil. Em 2010, a cidade de São Paulo contava com quase 1,2 mil grupos distribuídos em 256 Unidades Básicas de Saúde (UBS), segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.

Os profissionais da ESF também realizam visitas nas casas das pessoas. Na capital paulista, as equipes são compostas por um médico, um enfermeiro, dois auxi¬liares de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários. “Eles ficam conhecendo o paciente e a família dele”, afirma Ieda.

Além de reabilitação de doenças, os médicos que atuam na ESF também realizam um trabalho de promoção e prevenção à saúde. “O médico acompanha o paciente na saúde e na doença”, explica Monique.

Gusso diz que a ESF está alinhada com o que há de mais moderno no mundo, “mas sua implantação depende das 5 mil cidades brasileiras e nem sempre o gestor tem a qualificação para aproveitar as experiências acumuladas”. O custo para manter uma equipe da ESF gira em torno de R$ 45 milhões por mês. Desse montante, R$ 27 milhões são repassados pelo Ministério da Saúde.

Câmara Técnica

O Cremesp possui uma Câmara Técnica de Medicina de Família e Comunidade, coordenada pela conselheira Ieda Verreschi e composta por Daniel Gonçalves, Ariane de Castro, Antonio Augusto Modesto, Ademir Lopes, Henrique Francé, João Ladislau, Marli Soares, Maria do Patrocínio Nunes, Monique Bourget, Sara Trucotte, Rosicler di Lorenzo, Rodrigo Lima, Roberson Kitamura, Patrícia Chueiri, Olga de Carvalho, Martim de Medeiros, Marcelo Demarzo, Fernanda de Carvalho e Elsi de Carvalho.

A Câmara mantém um canal de comunicação permanentemente aberto com o médico. “Nós estimulamos os colegas a manter contato”, diz Ieda. Os médicos de família e comunidade podem enviar comentários e dúvidas sobre a especialidade para o email psf@cremesp.org.br


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