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CAPA

EDITORIAL (pág.2)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág.3)
Affonso Renato Meira


NOVAS INSTALAÇÕES (pág.4)
Novas instalações


EM DEFESA DO SUS (pág.5)
Sistema público de saúde


SAÚDE SUPLEMENTAR (págs.6 a 7)
Ato de protesto


MOVIMENTO MÉDICO (pág.8)
Revalida já!


MOVIMENTO MÉDICO (págs.9 a 10)
Revalida já!


LEGISLATIVO (pág.11)
Casas de parto


COLUNA DO CFM (pág.12)
Artigos dos representantes de SP no Federal


SAÚDE DA MULHER (pág.13)
Reprodução assistida


BIOÉTICA (pág.15)
Atuação médica


ELEIÇÕES DO CREMESP (pág.16)
Garanta a validade do seu voto


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Edição 303 - 05/2013

EDITORIAL (pág.2)

Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp



“Novamente o governo escamoteia os reais motivos da dificuldade apresentada por prefeituras em fixar médicos” 


O Cremesp posicionou-se com firmeza e tomará todas as medidas necessárias para  re­chaçar a anunciada decisão do governo federal de importar médicos estrangeiros, a começar por 6 mil cubanos, que atuariam  no Brasil, sem necessidade de passar pelo devido processo de revalidação de diplomas.

Novamente o governo lança uma “cortina de fumaça” para escamotear os reais motivos da dificuldade apresentada por prefeituras em fixar médicos, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País.

Chega a ser amoral tal proposta, arquitetada pelo mesmo  governo que impediu a aprovação de mais recursos para o SUS, negando a des­tinação de 10% das receitas da União para a Saúde, na ocasião da regulamentação da Emenda Constitucional 29.

O mesmo governo também engavetou uma proposta elaborada e factível da “Carreira Especial no âmbito do SUS para profissionais de saúde da atenção básica em áreas de difícil acesso e provimento.”

A opção pelo atalho, além de demagoga, é ilegal, pois passa por cima das regras instituídas de revalidação de diplomas estrangeiros e de registro nos Conselhos de Medicina, requisitos para alguém ser médico no Brasil. É uma decisão perigosa, pois expõe a riscos pacientes mais carentes, que serão tratados por médicos inabilitados, produzindo uma Medicina de segunda classe.

A obsessão do governo federal em promover o aumento da quantidade de médicos a qualquer custo, inclusive manipulando dados, trará prejuízos irrever­síveis para o sistema de saúde.

E a qualidade dos médicos? Em 2013 teremos mais uma edição obrigatória do Exame do Cremesp, que julgamos ser uma contribuição relevante do Conselho pau­lista para pautar a discussão da má qualidade da formação médica no Brasil. Seguiremos defendendo a implantação de uma avaliação externa e independente das escolas médicas, por meio de um exame nacional de egressos que condicione o registro à comprovação de conhecimentos mínimos necessários ao exercício profissional.

Também em 2013 vai acon­tecer o novo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de Medicina. O Cremesp apoia a iniciativa do MEC, mas ressalta que tal instrumento, devido a pressões políticas e interesses particulares,  não tem sido suficiente para a suspensão definitiva de vagas e fechamento de escolas mal avaliadas.

Defendemos como saída uma combinação de medidas que inclua maior financiamento para o SUS, plano de carreira para os médicos, melhores  condições de trabalho, manutenção do Revalida e ações efetivas para enfrentar a deterioração do ensino médico no País. Chega de medidas irresponsáveis e eleitoreiras.


 


 


Opinião
A saúde dos médicos


Mauro Aranha de Lima
Vice-presidente do Cremesp


“Em tese, saudável é o homem sem doenças. Na prática, não sempre”


Na Grécia antiga, a Medicina e a Ética eram vistas por Aristóteles como ciências práticas e com metodologias similares. Os juízos que designam o saudável e o virtuoso dão-se mediante a evocação da teoria em face da singularidade do objeto ou situação que se deseja elucidar. Trata-se, então, do saber prático ou prudencial.

Em tese, saudável é o homem sem doenças. Na prática, não sempre. Variações inerentes à simples condição de existirmos são a prova disso: perdas, solidão, ano­mia, fome, injustiças, desesperança... Contudo, os sofrimentos que delas decorrem não são patológicos.

Melhor, então (e mais prudente) pensarmos em um conceito ampliado de Saúde. Assim como faziam os médicos hipocráticos. Saudável é o homem eudaimon, simplificando: saudável é o homem feliz.

Há dois sentidos na expressão “saúde dos médicos”: o conceito que os médicos têm do que seja saudável; e o outro, o de como se encontra sua própria saúde. Nos dois casos, uma saúde precária.

Se o paciente está sem “doença” ou sintomas, nos eximimos de ouvi-lo. Se nós próprios, médicos, não es­tamos “doentes”, também não escutamos nossas próprias demandas mais íntimas, pedindo cuidados, e seguimos em frente. Disso decorre o aumento das denúncias e processos ético-profissionais no Cremesp nos últimos anos; e a preo­cupante taxa de morte de médicos por causas externas de violência (dentre elas, suicídio), maior que a da população geral. (veja estudo no portal do Cremesp: http://www.cremesp.org.br/pdfs/Morta lidade%20v%20220312.pdf).

A saúde do médico vai mal. Todos nós, médicos e pacientes, estamos tristes e nos sentimos sós. No tempo em que vivemos, de decomposição identitária e social, somos personagens incomunicáveis em busca de um enredo que, juntos, possamos partilhar. Penso na virtude grega de conceber o mundo e os seres que o habitam como um só todo, indivisível, e que, em Don­ne, se entremostra nestes versos: “não perguntes por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.

 


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