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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
João Ladislau Rosa - presidente


ENTREVISTA (pág. 3)
Nuno Jorge Carvalho Sousa


ALERTA TERAPÊUTICO (pág. 4)
Incretina e pancreatite


LEGISLAÇÃO (pág. 5)
Anorexígenos para tratar a obesidade


MAIS MÉDICOS (pág. 6)
Debate no TRT-SP


TRABALHO MÉDICO (pág. 7)
Plano de Carreira


SAÚDE SUPLEMENTAR (pág. 8)
Trabalho médico


INSTITUCIONAL (pág. 9)
Nova sede


CONVÊNIO (pág. 10)
Documentação médica


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Debate sobre gestão do SUS


FISCALIZAÇÃO (pág. 12)
Reavaliação das unidades em Campinas


JOVEM MÉDICO (pág. 13)
Junior Doctors Network no Japão


ELEIÇÕES CFM 2014 (pág. 15)
Orientações


BIOÉTICA (pág. 16)
Resolução nº 1.995/2012


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Edição 314 - 05/2014

JOVEM MÉDICO (pág. 13)

Junior Doctors Network no Japão


Encontro alertou para riscos ao bem-estar dos médicos que ingressam na profissão


Jovens médicos reunidos em Tóquio: preocupação com a qualidade de vida


Trocar experiências, discutir políticas em saúde e criar projetos de interesse dos médicos jovens, como saúde global, condições de treinamentos na África, residência médica, segurança no trabalho e migração de médicos. Esses e outros temas foram debatidos no encontro de 31 jovens médicos, de 13 países, reunidos em Tóquio (Japão) para o encontro da Junior Doctors Network (JDN), que aconteceu durante o Congresso da Associação Médica Mundial (World Medical Association – WMA), no dia 27 de abril.

Os integrantes da JDN, que tem como presidente o conselheiro do Cremesp, Nívio Moreira, estão preocupados com a qualidade de vida e os riscos a que estão expostos os jovens médicos em sua prática diária profissional, com o excesso de trabalho. “Discutimos diversos assuntos que envolvem os médicos jovens ao redor do mundo e descobrimos que passamos pelos mesmos problemas, apesar da distância e das diferenças regionais. No Brasil, enfrentamos o excesso de trabalho e a falta de condições adequadas para atender a população. Isso sem falar na residência médica, que em muitos lugares não tem nem preceptores para ajudar de maneira adequada”, afirma Moreira.

Durante o encontro, foram planejadas ações para o próximo semestre deste ano, que incluem a ampliação da participação de países da América Latina e África nas discussões, ações da organização de saúde com os médicos jovens e intensificar a troca de experiências e intercâmbios entre os países membros da JDN.

A JDN foi criado em outubro de 2011, em Mon­­tevideu, e é composto por médicos jovens que associam-se à Associação Mé­dica Mundial (World Me­di­cal Association  - WMA) para trocar experiências, discutir políticas em saúde e criar projetos de interesse dos médicos jovens.


 



 

Alerta
Saúde do médico jovem está em risco

O excesso de trabalho pela carga cada vez maior de horas de plantão tem colocado a saúde do jovem médico em risco, especialmente pelo estresse inerente à profissão. A sobrecarga de trabalho é uma das fontes de preocupação do Cremesp com os profissionais que ingressam na carreira por eles assumirem cada vez mais tarefas sem se ater que devem estar saudáveis para bem cuidar dos pacientes. “Os médicos devem ter tanta preocupação com sua saúde quanto têm com a de seus pacientes”, afirma Nívio Moreira, conselheiro responsável pela Câmara Temática do Médico Jovem do Cremesp.

A saúde do jovem médico é um aspecto relegado, involuntariamente, levando à incorporação de uma rotina diária pesada. A sobrecarga vai-se instalando de maneira sutil ao aceitar mais um desafio que, aparentemente, é pequeno, e pode levar à ideia de que tomará apenas alguns minutos para ser resolvido. Ou então, ao aceitar integrar um grupo de trabalho que, a princípio, terá uma atividade fácil de ser desempenhada, mas que se revela intensa. Isso quando ele não tenta resolver um pequeno conflito que, depois, acaba em uma verdadeira batalha de interesses e poder. A pior conse­quência dessa situação é que, sem notar, a qualidade é substituída pela quan­tidade de trabalho, prejudicando inclusive o atendimento aos pacientes.

Círculo vicioso
A rotina intensificada de trabalho arrasta o profis­sional em um círculo vicio­so, já que um médico sobrecarregado não tem tempo nem disposição para se atualizar, podendo comprometer sua prática clínica. A situação se instala, acabando com a qualidade de vida e de trabalho do jovem médico.

“O médico jovem, como acaba de entrar na profissão, se depara com um nível de estresse muito grande. É preciso que esse médico tenha a consciência de que é necessária a preocupação com a sua saúde e não só com a sua carreira”, alerta Moreira. Fazer exercícios e ter uma boa alimentação, além de tempo para si próprio e para os familiares são cuidados necessários para a qualidade de vida. “Ou seja, tudo o que indicamos aos pacientes”, reforça.

O próprio médico, muitas vezes, ignora seus sintomas de ansiedade, depressão severa – em alguns casos, com risco de suicídio –, além de outros problemas mentais. O Cremesp mantém um convênio com o Centro de Estudos Paulista de Psiquiatria, voltado ao apoio e assistência médica em casos de tratamento da dependência química e de transtornos mentais. O médico pode contatar a Central de Apoio da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas, pelo telefone: (11) 5579-5646 ou com o psiquiatra Hamer Palha­res, pelo tel. (11) 98335-0866.

Rede de Apoio
Aos portadores de transtornos mentais crônicos, o Cremesp ampliou  esse canal de apoio aos médicos, para que eles sejam acolhidos sem vivenciar situações de constrangimento. O Programa de Esqui­zofrenia do Departamento de Psiquiatria (Proesq) da Unifesp realiza tratamento com assistência multidis­plinar, incluindo psiquiatra, assistente social, psicólogo, neuropsicólogo e terapeuta ocupacional pa­ra, a partir de uma avaliação situacional, traçar um plano terapêutico individualizado. O Proesq dis­po­nibiliza também um site informativo (www.psiquia tria.unifesp.br/d/proesq/proesq/), que pode ser utilizado para esclarecimento de dúvidas sobre esqui­zofrenia, tendo a opção de envio de perguntas diretamente para um psiquiatra do serviço. Os médicos podem acessar o serviço pelo tel. (11) 5573-3599).

Os contatos iniciais também podem ser feitos com a assistente social do Cre­mesp, Ana Célia dos Anjos Soares (tel. 3123-8724), responsável pelo encaminhamento do médico ao Proesq e Uniad.

 


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