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Nesta Edição
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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Tomas Salerno


FORMAÇÃO MÉDICA (pág. 4)
Capacitação à distância


IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS (ISS) (pág. 5)
Regularização de Débitos


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág. 6)
Hospital Filantrópico


JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE (pág. 7)
Núcleo de Apoio Técnico e de Mediação


ESPECIALIDADES (págs. 8 a 9)
Valorização profissional


AUDIÊNCIA PÚBLICA (pág. 10)
Superlotação de hospitais


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Avaliação acadêmica


EU, MÉDICO (pág. 12)
Conexão Brasil-Nepal


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Residência Médica


SANTAS CASAS (Pág. 14)
Acesso à saúde: Meu direito é um dever do governo


BIOÉTICA (pág. 15)
Ética em pesquisa


GALERIA DE FOTOS



Edição 326 - 06/2015

FORMAÇÃO MÉDICA (pág. 4)

Capacitação à distância


Projeto educacional online visa não aprovados no Exame do Cremesp
 

Para efetivar iniciativa, Conselho desenvolve parcerias
com entidades de ensino

 


Luna e Lottenberg; Einstein irá colaborar com o Cremesp
na capacitação profissional


Luna e Chapchap: Sírio-Libanês também será
um dos parceiros do projeto

 

O Cremesp está desenvolvendo parcerias com entidades de ensino para a criação de um projeto educacional online que auxilie a formação dos médicos. A intenção é montar vários módulos e disponibilizá-los gratuitamente aos médicos, principalmente para os recém-formados que não foram aprovados no Exame do Cremesp e necessitam capacitar-se nas áreas em que apresentam dificuldades. A previsão é que, até o final deste ano, o portal esteja em operação.

“Esses participantes serão monitorados e auxiliados em sua formação”, afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp e idealizador do exame. Ele já firmou termos de compromisso com duas entidades de reconhecida excelência na contribuição com o ensino médico: o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa e a área de Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os parceiros se encarregariam da elaboração do conteúdo dos módulos educacionais e também seriam responsáveis pela publicação deles em seus respectivos sites, com possibilidade de acesso também por meio do portal www.cremesp.org.br

De acordo com Roberto de Queiroz Padilha, superintendente de ensino do Instituto Sírio-Libanês, esta é uma oportunidade para aqueles que não tiveram êxito no Exame do Cremesp aprimorar seus conhecimentos e suprir lacunas na formação médica. Será montada uma comissão para analisar quais serão as primeiras especialidades a ser abordadas.

“É uma oportunidade de contribuir para a formação do médico no Estado de São Paulo juntamente com o Cremesp, que sabe quais conhecimentos e competências podem ser atendidos por meio de um programa de ensino à distância”, afirma o presidente do Conselho de Ensino e Pesquisa e superintendente de Estratégia Corporativa do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. Para ele, embora o projeto não resolva todos os problemas da formação médica, é uma contribuição para a qualificação dos profissionais. “Apoiamos o Exame do Cremesp e acreditamos que a avaliação não deve ser feita apenas no final do curso, mas que deve existir também o exame de progresso para um acompanhamento contínuo do aluno em sua trajetória de aprendizagem”, diz ele.

Para o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Cláudio Luiz Lottenberg, essa parceria cria reais oportunidades de colaboração nos processos de capacitação profissional. Ele se comprometeu a valorizar o Exame do Cremesp na contratação dos médicos recém-graduados.


Nova técnica

Fmusp realiza autópsias por meio de imagens

Desenvolver técnicas de diagnóstico por imagem pós-morte é um dos objetivos do projeto “Plataforma de Imagem na Sala de Autópsia (PISA)”, da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo (FMUSP), inaugurado neste ano, que possibilita a investigação de causas de morte natural, através de técnicas minimamente invasivas.

Esse é o primeiro equipamento de ressonância magnética para corpo inteiro com campo de 7 Tesla na América Latina. É utilizado principalmente no estudo de cadáveres recebidos pelo Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOC), mantido pela USP.

“No mundo forense, essa técnica já existe há algum tempo, a novidade é a possibilidade de utilizá-la em mortes naturais”, explicou Edson Amaro Júnior, professor do Departamento de Radiologia da Fmusp e presidente do Comitê Executivo deste projeto. “Uma ideia  interessante é que os hospitais que tenham equipamentos de imagem possam fazer a biópsia guiada por imagens e ter informações que envolvem diretamente a qualidade da prática médica”, destacou.

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, quando se compara o prontuário médico com os resultados da autópsia, em até 16% dos casos o paciente não recebeu o tratamento adequado. “Se você confronta esses dados, qualifica melhor o atendimento prestado ao paciente. O projeto foi criado para ajudar os vivos, estudando os mortos”, completou o professor, explicando que o novo método não deve substituir o convencional, mas que ambos devem ser complementares em algumas condições.

Na aquisição do equipamento, foram utilizados recursos da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Fundação Faculdade de Medicina.


Vantagens do projeto

A possibilidade de realizar autópsias preservando o corpo é uma das principais vantagens da plataforma PISA, visto que muitas religiões não permitem a violação do cadáver.

Apesar do crescimento das novas tecnologias, o uso de cadáveres durante o curso de Medicina é fundamental. “Apenas 5% dos óbitos passam por autópsia. Nos hospitais universitários, o número é um pouco superior”, disse Amaro, explicando a viabilidade da plataforma, que é mais barata e gasta menos tempo no procedimento.

Os alunos de Medicina têm acesso a imagens tridimensionais e interativas, que, muitas vezes, são criadas por programadores. O PISA possibilita o aumento do banco de dados de imagens, garantindo diversidade e variação de órgãos, quanto ao tamanho, intensidade e espessura, e todas são imagens reais, segundo Amaro.

Para ele, apesar de o mercado ainda estar em fase de crescimento e ser restrito, essa será uma nova forma de atuação médica. Isso porque a interação com a imagem não ocorre da mesma maneira com pessoas vivas e mortas, e o médico deverá ser treinado para interpretar as imagens pós-morte. “Na nova reforma curricular da Fmusp, vários cursos já passaram a utilizar esse projeto de alguma maneira”, esclarece.


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