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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Álvaro Nagib Atallah


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág. 4)
Hospital Estadual Pérola Byington


FORMAÇÃO MÉDICA (pág. 5)
Medicina para o paciente


EXAME DO CREMESP (pág. 6)
11ª Edição


ENSINO MÉDICO (Pág. 7 a 9)
Escolas de Medicina


EPIDEMIA (pág. 10)
Aedes aegypti


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (pág. 11)
Parceria Cremesp


EU, MÉDICO (pág. 12)
Paulo Sérgio Brasil Júnior


VIOLÊNCIA (pág. 13)
Campanha conjunta


CONVOCAÇÕES (pág. 14)
Informações úteis ao profissional de Medicina


BIOÉTICA (pág. 15)
Ernesto Lippman*


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Edição 328 - 08/2015

EPIDEMIA (pág. 10)

Aedes aegypti


SP tem segunda maior taxa de incidência
de dengue do País

Houve surto da doença em 70% dos municípios paulistas, com um registro de 360 óbitos neste ano


Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue,
que já vitimou cerca de 500 mil paulistas


 

Quase meio milhão de paulistas foi infectado na epidemia de dengue em São Paulo neste ano, de acordo com boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde. Esse número é mais que o dobro do recorde de 2013, quando 201 mil pessoas manifestaram a doença no Estado. Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo teve também o recorde de óbitos pela doença, somando 360 de janeiro a julho de 2015.

Em São Paulo, 450 cidades tiveram taxa de incidência epidêmica da doença — quando há mais de 300 casos por 100 mil habitantes —, indicando que 70% do Estado viveu ou ainda vive surto da doença. No ano passado, 142 municípios tiveram a epidemia.
 

Prevenção

O governo do Estado fará reuniões com prefeitos e secretários municipais de saúde dos 645 municípios paulistas para alertá­los sobre o trabalho que deverá ser feito para prevenir uma nova epidemia severa no próximo verão.

“Estamos antecipando o trabalho de controle de vetores, fazendo o levantamento do índice de infestação de larvas do mosquito nos municípios, até para definir as estratégias de combate. Também treinaremos médicos e outros profissionais de saúde no atendimento ao paciente”, esclarece Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças da Secretaria da Saúde, infectologista e conselheiro do Cremesp.

Boulos explica que nas cidades menores que tiveram epidemia, grande parte da população teve dengue, está imune e, por isso, o quadro deverá ser mais brando no ano que vem. Já em grandes cidades, como São Paulo e Guarulhos, o número de pessoas suscetíveis ainda é grande.
 

Epidemia nacional

O número de pessoas infectadas pela dengue em todo o Brasil neste ano chegou a 1,3 milhão, menor apenas que o número registrado em 2013, de 1,4 milhão, de acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Do início de janeiro a 18 de julho deste ano, 600 pessoas morreram por complicações da doença.

São Paulo é o Estado com a segunda maior taxa de incidência de dengue no País, com 1.406 casos por 100 mil habitantes, perdendo apenas para Goiás, com 1.831.
 

Noroeste paulista foi região mais atingida

As cidades da região Noroeste paulista foram as mais afetadas pela epidemia de dengue. O município de Estrela D’Oeste foi o líder em incidência, com 1.361 pessoas infectadas. Em seguida aparecem no ranking Onda Verde, Cândido Mota, Nova Canaã Paulista e Guaimbê.

Na Capital, o número de casos nos cinco primeiros meses deste ano chegou a 87.470, o triplo do registrado em todo o ano passado, quando 29 mil pessoas foram contaminadas. A zona Norte da cidade foi a mais afetada.


Saúde Pública

Sarampo volta a registrar casos confirmados no Brasil


Considerado erradicado do País em 2000, o vírus do sarampo ainda exige atenção constante, já que a doença permanece endêmica em outras regiões do mundo. Nos últimos dois anos, houve registro de números significativos de casos confirmados da doença no Brasil, principalmente nos Estados de Pernambuco e Ceará, o que vem alertando as autoridades para o perigo de reintrodução do vírus.

São Paulo se mantém em alerta por apresentar um trânsito intenso e diário de pessoas de diferentes locais do Brasil e do mundo. Em 2015, ainda não houve casos confirmados no Estado (até julho deste ano), porém, em 2014, foram registradas sete ocorrências.

“O risco de reintrodução do vírus ocorre a partir de sua importação de locais onde existe circulação viral. A alta transmissibilidade do sarampo e a facilidade dos deslocamentos internacionais e nacionais constituem permanentes desafios à consolidação da eliminação do vírus”, explica Ana Lúcia Frugis Yu, médica da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE/SES-SP). Ela lembra que a vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba, principalmente para os profissionais da saúde.
 

Sintomas

Transmitido por meio de secreções expelidas pelo contaminado ao tossir, falar ou respirar, o sarampo é caracterizado por exantema (manchas avermelhadas na pele) e febre, além de tosse, coriza, mal-estar, perda de apetite, conjuntivite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik). O período de transmissibilidade é de cerca de cinco dias antes e cinco dias depois da erupção cutânea.

Não há tratamento especifico para a doença, mas a recuperação do doente ocorre entre duas e três semanas. Em crianças menores de cinco anos e adultos que apresentem desnutrição ou imunossupressão, pode haver complicações mais graves, deixar sequelas (cegueira e pneumonia) e levar a óbito.
 


Recomendações do CVE-SP

A Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do CVE/SES-SP recomenda atenção aos sintomas dos pacientes, a fim de detectar o contágio precocemente e garantir resposta rápida ao sarampo, assegurando a interrupção da circulação do vírus. “Se o paciente apresentar febre e manchas avermelhadas no corpo, ele deve evitar deslocamentos e contato com outras pessoas até que possa ser avaliado por um profissional da saúde”, orienta Ana Lúcia Frugis Yu, médica da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do CVE/SES-SP.

Já as Secretarias Municipais de Saúde devem, diante da detecção de casos suspeitos, notificar em até 24 horas à Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizar as coletas necessárias para realização do diagnóstico laboratorial e adotar medidas de controle, assim como recomendar o isolamento social do doente.

 

 


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