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Edição 331 - 11/2015

INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (Pág. 6)

Saúde no ABC


Hospital Mário Covas é pioneiro na transparência
em filas de espera

Ao expor na internet a lista para cirurgias eletivas, instituição mostra também fragilidades do SUS


Referência terciária e em urgência e emergência
na região do ABCD

 

Na área hospitalar, a transparência costuma fazer bem à saúde da população e das instituições. Hospitais que adotaram a prática de expor na internet as listas de espera para cirurgias eletivas, por exemplo, estão colhendo retornos importantes: de um lado, pacientes e familiares ficam mais tranquilos, porque podem acompanhar sua posição na fila. Mesmo com longas esperas, a transparência dá a segurança de que ninguém está passando na frente de ninguém, seja por um privilégio ou outro. De outro lado, a transparência revela as fragilidades de um sistema que, subfinanciado e com profissionais pouco estimulados, expõe o cidadão a esperas desumanas e ao sofrimento. Mesmo que o Estado queira esconder, as filas estão ali para mostrar que a Saúde vai muito mal.

O Hospital Estadual Mário Covas, de Santo André, na Grande São Paulo, foi pioneiro em adotar essa política de transparência, divulgando a lista de espera no site da instituição, de acordo com o superintendente Desiré Carlos Callegari. “Quatro anos atrás, quando o Ministério Público passou a auditar a fila de cirurgia bariátrica, a direção do hospital teve a ousadia de estender essa prática a todas as cirur­gias”, explica Callegari, que também é professor de Anestesiologia e conselheiro do Cremesp. Por se tratar de um hospital de referência em alta complexidade, a lista de espera passou a ter ainda mais importância.
 

Espera

A fila para a cirurgia de redução do estômago é uma das mais longas e tem 463 pacientes aguardando a liberação. O Mário Covas realiza de dois a quatro procedimentos por semana, com espera de até dois anos. Enquanto aguardam, os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar do serviço, com orientações, exercícios e dietas. De 2010 a 2015, o hospital realizou 315 cirurgias bariátricas.

A espera pode chegar a até oito anos em pelo menos uma especialidade. Até setembro último, havia 2.718 pacientes na fila – as mais numerosas eram da Cirurgia Geral, com 654 pacientes, da Otorrinolaringologia, 457; Orto-quadril, 426; e Cirurgia Plástica, 415. Em todas as filas, pacientes graves e situações de emergência são atendidos de imediato.

“A demanda é sempre muito maior do que nossas possibilidades de atendimento”, diz Callegari, observando que essa carência de recursos se repete em praticamente todos os hospitais do SUS. O Mário Covas é um hospital regional terciário, referência para Santo André e seis outros municípios, servindo uma população de 2,8 milhões. “Os recursos não atendem tudo o que é necessário. E, mesmo na urgência, não conseguimos fazer o melhor para o paciente”, observa o superintendente. Em sua opinião, a região necessitaria de no mínimo mais outro hospital do porte do Mário Covas – o Hospital de Clínicas, na vizinha São Bernardo, foi idealizado para ser um hospital terciário, mas está com apenas um quarto de seus serviços em atividade.
 

Medicamentos

Em outra frente, o Mário Covas sedia o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), espaço onde são entregues medicamentos especiais e vacinas extracalendário oficial, além da Farmácia de Alto Custo. Devido à grande população que atende, o hospital tem 40 mil pessoas cadastradas para recebimento de remédio, o que dá cerca de 2 mil pacientes por dia, considerando semana de cinco dias úteis. Para tornar mais suportáveis as filas de espera – que chegavam a demorar até cinco horas – o hospital criou espaços protegidos da chuva e do sol. Com senhas e novos procedimentos, a demora caiu para duas horas. “Já enviamos, para a Secretaria da Saúde, um projeto para descentralização da farmácia, visando ampliar o controle, a segurança e reduzir a espera para uma hora”, diz o superintendente.
 

Reforma

O Hospital Mário Covas completa 14 anos em novembro. Nesse mesmo mês, inaugura as ampliações da Rede de Emergência e Urgência (REU), que já funciona no hospital há três anos, em parceria com os governos federal e do Estado de São Paulo, com reformas importantes no pronto-socorro e ampliação de seu heliponto, dando condições para atender a imensa população do entorno.
 

História

O hospital surgiu a partir de decisão do então governador Mário Covas, que, em 1996 retomou as obras inacabadas de administrações anteriores. Sua construção foi finalizada em 2000, para ser inaugurado em 2001, com o no­me do ex-governador, falecido pouco antes.

Os números do hospital ilustram sua importância atual. São 300 leitos, 59 deles de UTI, 1,8 mil colaboradores. Em 2014 foram realizados 190 mil consultas, 14,7 mil cirurgias, 11,4 mil internações e 16 mil tratamentos de oncologia e nefrologia. Neste ano, conquistou o certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) em nível 2, pela qualidade de seus processos e atendimentos.


Hospital universitário e de ensino voltado para pesquisa

Como referência em urgência e emergência e em alta complexidade para toda a região, a administração do Hospital Mario Covas está sob a responsabilidade da Fundação do ABC/OSS, instituição criada em 1967 pelas prefeituras do ABC. A fundação é mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC, que é seu braço de ensino, pesquisa e extensão. Nessa condição de Hospital Universitário e Hospital de Ensino, o Mário Covas desenvolve 14 programas de especialização e atividades voltadas à pesquisa e desenvolvimento acadêmico.


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