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CAPA

EDITORIAL (Pág.2)
Bráulio Luna Filho


ENTREVISTA (Pág. 3)
William Saad Hossne


ALERTA TERAPÊUTICO (Pág. 4)
Krikor Boyaciyan*


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (Pág.5)
Psiquiatria


CONDIÇÕES DE TRABALHO (Pág. 6)
Violência


NOVA SEDE (Pág. 7)
Alteração de endereço


ENSINO MÉDICO 1 (Pág. 8)
Cremesp Educação


ENSINO MÉDICO 2 (Pág. 9)
NBME


EVENTOS (Pág.10)
Atualização


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (Pág.11)
Atividades do Conselho


EU MÉDICO (Pág. 12)
Antranik Manissadjian


SAÚDE SUPLEMENTAR (Pág. 13)
Planos de saúde


EDITAIS (Pág. 14)
Convocações


SAÚDE PÚBLICA (Pág. 15)
Zika vírus


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Edição 334 - 03/2016

EDITORIAL (Pág.2)

Bráulio Luna Filho


 

Não é só um compromisso, é destino
para o Cremesp

Bráulio Luna Filho
Presidente do Cremesp

 

A qualidade da assistência em saúde sempre será uma prioridade do Cremesp. No mesmo diapasão, encontra-se a atuação pela valorização profissional, formação científica e ética do médico.

Com o Exame do Cremesp, avaliamos há 11 anos os egressos de Medicina do Estado de São Paulo. Os resultados pedagógicos e sociais comprovam a justeza desse propósito que municia as escolas de informações sobre os programas de graduação, assim como também permite que os recém-formados se autoavaliem. Afinal, a maioria dos jovens médicos irá atuar, inicialmente, em prontos-atendimentos e emergência, onde não se admite erro ou hesitação sem risco de danos ou morte dos pacientes.

No Exame de 2015, das 30 escolas com formandos participantes, 15 alcançaram resultados acima do mínimo recomendado. Embora esses dados continuem abaixo das expectativas, reconhecemos que houve evolução. Algumas instituições demonstraram melhoras no desempenho dos seus alunos. Mas ainda é grande o número de graduandos com baixo desempenho no Exame que emula, por exemplo, o Step 2 CK do National Board American Examineer, dos EUA. 

No cenário de abertura indiscriminada de escolas médicas, a maioria sem condições mínimas de funcionamento, urgem-se medidas protetoras da saúde da população. Propomos que os graduados em Medicina, em moldes semelhantes aos advogados, também sejam obrigados a demonstrar proficiência mínima antes de obter a licença para o exercício profissional. Aqueles sem formação adequada deverão conti­nuar seu treinamento, estendendo o período de internato na escola de origem.

Enquanto esse objetivo não se tornar realidade, continuaremos atuando com todos os dispositivos legais que respaldam nossa ação em defesa da boa prática médica. Estabelecemos parcerias para minimizar as dificuldades de formação e amparar aqueles que não conseguiram atingir o índice mínimo de 60% de respostas corretas na prova que avalia o conhecimento essencial do recém-formado. Lançamos o portal Cremesp Educação, voltado à atualização em Medicina com aulas e palestras do Programa de Educação Médica Continuada e cursos à distância, desenvolvidos com o Hospital Albert Einstein. O foco será aqueles médicos que tiveram dificuldade no Exame do Cremesp. Esses colegas terão disponíveis vários cursos de atualização nas principais áreas da Medicina.

Pode ser uma gota no oceano do conhecimento ou um grão de areia na longa e laboriosa jornada dos jovens médicos. Mas não importa o tamanho do problema ou adversidade, estaremos construindo um processo que descortina o papel ativo e inalienável do Cremesp com a qualidade assistencial e a boa formação médica.

 


Opinião

Humanização das condições de trabalho

Aizenaque Grimaldi de Carvalho
Coordenador das Delegacias Metropolitanas do Cremesp

 

Recentemente acompanhei um colega médico a um hospital na cidade de São Paulo. Tivemos rapidez na recepção, acolhimento cuidadoso pela enfermagem e atendimento médico atencioso, minucioso, com extremo respeito ao paciente, que não havia se identificado como médico. Ou seja, naquele momento difícil, aquele paciente teve um acolhimento e um atendimento humanizados, que muito contribuíram para a resolução do seu quadro. Refletindo sobre o que havia ocorrido e os resultados, obviamente concluí que tudo aconteceu porque a infraestrutura e as condições de trabalho proporcionaram que tudo se encaminhasse para esse resultado.

Quando discutimos a importância do acolhimento e da humanização no atendimento médico, tema extremamente atual e com repercussões diretas sobre a efetividade do tratamento, fatalmente nos questionamos: e com relação à humanização das condições de trabalho dos médicos? Quem se preocupa?

O que vemos frequentemente são médicos contratados por remuneração aviltante, obrigados, por vezes, a atender uma consulta a cada (pasmem) cinco minutos, sem recursos terapêuticos suficientes, com sobrecarga de trabalho por falta de profissionais, atraso dos salários, com a terceirização dos serviços de saúde. Originalmente esses serviços eram públicos, sendo um dos grandes problemas atuais, nos quais os médicos, antes admitidos por concurso público, agora passam a ser contratados sem qualquer garantia, em número insuficiente e submetidos a jornadas extenuantes de trabalho. Essas condições colocam em risco até mesmo sua integridade física, o que certamente poderá comprometer a qualidade do seu trabalho.

Dúvidas nos vêm à mente: a quem interessa a terceirização dos serviços de saúde? A quem interessa o sucateamento dos serviços de saúde? Como proporcionar e manter adequadas condições de trabalho (humanizadas) aos médicos? São temas que devem nos incomodar constantemente, para que possamos pensar sobre quais são as condições de trabalho que queremos, como deve ser nossa atuação como médicos na busca de uma Medicina humanizada (tanto para os médicos quanto para os pacientes) e, principalmente, o que podemos fazer para promover as mudanças necessárias.

Cabe-nos essa reflexão!

 

 


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