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CAPA

EDITORIAL (Pág.2)
Mauro Gomes Aranha de Lima


ENTREVISTA (Pág. 3)
Jorge Kalil


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág.4)
Saúde da mulher


FORMAÇÃO MÉDICA (Pág. 5)
Cremesp Educação


SAÚDE PÚBLICA (Pág. 6)
Fosfoetanolamina


SAÚDE PÚBLICA 2 (Pág. 7)
Influenza


H1N1 - (Pág. 8)
Oseltamivir


DSTs - (Pág. 9)
DSTs


JOVENS MÉDICOS (Pág. 10)
Ameresp


EU MÉDICO (Pág. 11)
Horas da Vida


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (Pág.12)
Bráulio Luna e Mauro Aranha


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Rodízio de diretores


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Convocações


BIOÉTICA - (Pág. 15)
Aborto: limites e proibições


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Edição 335 - 04/2016

INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág.4)

Saúde da mulher


IBCC reúne atendimento e pesquisa no combate
ao câncer de mama

 

Após 20 anos da consagrada campanha contra o câncer de mama,
IBCC amplia atendimento e moderniza parque tecnológico


Sede do IBCC, na Mooca, Zona Leste de São Paulo
 

A bordo de ônibus e trens, a comitiva de enfermeiros e médicos percorria dezenas de cidades paulistas diagnosticando e encaminhando pacientes com câncer, sobretudo de mama e colo do útero. Eram os anos 1970 e a caravana era uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Duas décadas mais tarde, em 1995, o IBCC chamou a atenção do País como porta-bandeira da campanha internacional O Câncer de Mama no Alvo da Moda. O alvo azul, estampado sobretudo em camisetas brancas, transformou-se no símbolo de um movimento de prevenção sem igual, arrecadando R$ 82 milhões nesses vinte anos.

As comitivas em ônibus e trens pelo Interior e as campanhas do alvo azul revelam a vocação do IBCC como centro de prevenção e diagnóstico precoce do câncer ginecológico e de mama – além do tratamento em si. Entre outras iniciativas, o IBCC desenvolveu, em 1970, um programa de diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo o IBCC, em três anos, esse tipo de câncer foi praticamente erradicado na cidade e mais de 85% dos casos diagnosticados foram curados.


HPV

Na década de 1980, em parceria com a Universidade Georgetown (EUA), o IBCC participou de estudo que comprovou a tese de que o HPV era o principal agente causador do câncer de colo do útero. “Fomos um dos maiores centros colaboradores em número de pacientes para essa pesquisa”, diz Marcelo Calil, diretor clínico do IBCC.

Em 1971, preocupado com o câncer de mama, os fundadores do hospital trouxeram o primeiro mamógrafo para o Brasil. O equipamento – segundo o Instituto – fazia parte da primeira série fabricada no mundo.

No início deste ano, o IBCC adquiriu um novo Acelerador Linear (Radioterapia), que substituirá um equipamento em uso desde 2002, e um Tomógrafo, com 16 canais – funcionalidade que permite realizar o planejamento radioterápico. Além da modernização de seu parque tecnológico, a intenção da diretoria é abrir o corpo clínico para outras equipes médicas e, com isso, trazer novas especialidades oncológicas para o hospital.


SUS

Instituição privada, o IBCC foi fundado em 1968 por João Sampaio Goés Jr e seu filho, João Carlos Sampaio Goés. Entre seus pacientes, 70% vêm do Sistema Único de Saúde (SUS) e os demais são de convênios médicos e privados, clientela que o hospital quer ampliar, estendendo os serviços para um maior número de pacientes SUS. “O atendimento, as instalações, as equipes e os arsenais diagnóstico e terapêutico são os mesmos para pacientes SUS e privados”, afirma o diretor clínico do Instituto.

O hospital tem 25 mil m2 de área construída e se encontra no bairro da Mooca, Zona Leste de São Paulo. Conta com 180 leitos, 898 colaboradores – entre eles 341 médicos – e atende cerca de 20 especialidades. No ano passado, o hospital realizou 120.192 consultas, 7.745 cirurgias, 9.125 internações, além de 18 mil mamografias, 17 mil tomografias computadorizadas, 27 mil ultrassonografias, mais de 34 mil sessões de radioterapia e 15 mil aplicações de quimioterapia.


Pesquisa

Ao lado da prevenção, do diagnóstico e tratamento, o IBCC se destaca pela pesquisa e o ensino. Dentro do Centro de Pesquisa Clínica, Calil cita estudo comparando técnicas cirúrgicas mais conservadoras – que resultam em menor mutilação – com aquelas bem estabelecidas para o tratamento do câncer de mama. Os dois grupos vêm sendo acompanhados e avaliados ao longo de anos.

Nas últimas décadas, o IBCC recebeu centenas de médicos de todas as re­giões do Brasil e do Exterior, ensinando técnicas inovadoras desenvolvidas para o tratamento do câncer. Segundo o IBCC, seu Centro de Estudos é um dos principais do País na formação de mastologistas. Além da Mastologia, oferece Residência Médica em Cancerologia Clínica e Diagnóstico por Imagem, entre outras especialidades. Também dispõe de cursos de aprimoramento em Ginecologia, Mastologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Radiologia. O Centro de Estudos ainda é responsável pela coordenação de diversas teses, estudos e pesquisas sobre o câncer, prevenção, diagnóstico e tratamento. Segundo o hospital, o Centro possui ainda estágio internacional reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. Alguns estudos do IBCC são realizados em conjunto com diversas instituições de ensino e pesquisa, dentre elas a Universidade de São Paulo. No Centro de Estudos estão 86 pesquisas clínicas em andamento.

 


O Câncer de Mama no Alvo da Moda

Desde que a campanha foi adotada no Brasil pelo IBCC, nos últimos 20 anos, o alvo azul se tornou o mais emblemático símbolo da luta contra o câncer de mama. O logo e a campanha foram criados em 1994 pelo estilista norte-americano Ralph Lauren, sensibilizado pela morte de uma amiga que poderia ter sido salva de um câncer de mama, caso fosse diagnosticado mais cedo. A campanha foi replicada em vários países, capitaneado pelos profissionais da moda. O Brasil foi além, ganhando apoio de celebridades de todas as áreas e entrando para o livro dos recordes ao vender 418 mil camisetas já no primeiro ano. Com grande visibilidade na mídia, as camisetas com o alvo azul tornaram-se grife para todas as idades e classes sociais. Nas últimas duas décadas, a campanha já teve mais de 100 parceiros e cerca de 250 produtos licenciados. A campanha já arrecadou R$ 82 milhões, dinheiro que o IBCC emprega na compra de equipamentos, tratamento e pesquisa.

Outra frente da campanha é a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama, criada há 16 anos e que já passou por 11 cidades brasileiras, reunindo quase 150 mil pessoas. A corrida e a caminhada se repetem todo ano, em maio, no Rio de Janeiro, e em agosto, em São Paulo. “Como em outros anos, estarei no Ibirapuera vestindo a camiseta e correndo contra o câncer de mama. É uma forma saudável de fazer prevenção”, diz o diretor Marcelo Calil.

O Instituto Brasileiro do Câncer (Inca) estima em 50 mil o número de casos novos de câncer de mama a cada ano, no Brasil. A Organização Mundial da Saúde prevê 1 milhão de novos casos da doença anualmente, em todo o mundo.

 


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