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Editorial


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Ensino Médico


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Remuneração médica


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Entrevista Ederli Grimaldi de Carvalho


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Ressonância


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Agenda da presidência


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Instituição de Saúde/Hospital das Clínicas da Unicamp


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Eu, médico


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Especialidades


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Convocações


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Bioética


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São Paulo


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Edição 357 - 04/2018

PÁGINA 11

Instituição de Saúde/Hospital das Clínicas da Unicamp


Referência em alta complexidade, hospital já realizou mais de 1 milhão de transplantes de rim

 

Considerado um dos maiores hospitais gerais do interior do Estado de São Paulo e um centro de excelência médica nacional, a história do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de Campinas (Unicamp) começa no início da década de 70. Na primeira etapa de funcionamento, contava com 193 servidores e 53 consultórios ambulatoriais.

Atualmente o HC oferece atendimento para cerca de 500 mil pacientes por ano, cerca de 5 mil deles vindos de cidades e municípios próximos. O hospital – que conta com atendimento em 44 especialidades médicas – realiza, em média, 1 mil atendimentos
por dia, entre ambulatoriais e de urgência e emergência. Segundo o diretor clínico, Plínio Trabasso, o HC possui 405 leitos ativos e oferece diversos procedimentos
especializados, como cateterismo, exames de medicina nuclear, endoscopia e raio X digital.

Todos os atendimentos realizados no HC da Unicamp são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pagos com recursos públicos e contribuições sociais. “Como hospital público, financiado pelo SUS, nosso maior desafio é enfrentar a enorme defasagem
entre os custos que uma assistência de qualidade exige e o ressarcimento pago pelo sistema”, ressalta Trabasso.

Referência
Classificado como unidade terciária e quartenária, o HC presta serviços especializados e de alta complexidade. Justamente por isso, é uma referência no setor de transplante de órgãos. De acordo com o diretor clínico, o hospital já realizou, desde 1984, mais de um milhão de transplantes de rim.

Outros transplantes também são feitos, como os de fígado, coração, córnea, medula óssea e pâncreas. Além de implante coclear, cirurgia bariátrica e neurocirurgias. “Durante a epidemia de febre amarela, fomos referência no transplante de fígado em
pacientes com hepatite fulminante”, afirma Trabasso.

De um total de 3 mil profissionais distribuídos pelos mais variados setores, estão quase mil médicos, entre residentes e assistentes, responsáveis pelo atendimento à população. Trabasso reafirma a importância de integrar a equipe de uma instituição como o HC da Unicamp. “Fazer parte do corpo clínico deste hospital me traz a certeza de estar contribuindo efetivamente para uma atenção à saúde de qualidade técnica, humana e ética”, conclui. 

Durante a epidemia de febre amarela, hospital também realizou transplantes de
fígado em pacientes com hepatite fulminante


Opinião - Otelo Chino Júnior

Não às terceirizações

A maior justificativa para a implantação de serviços terceirizados na Saúde é a virtual economia para o Estado. Porém, um raciocínio simples verifica o inverso. 

É sabido que despesas com pessoal constituem uma parte importante dos gastos no setor, e a lei de responsabilidade fiscal, com seus limites prudenciais, representa ameaças aos governantes, podendo torná-los inelegíveis, no caso de descumprimento
referente à contratação de funcionários.

A lei tem seus lados positivos, mas amarra de maneira inequívoca a ocupação de vagas existentes nas equipes médicas e de enfermagem em hospitais e demais
serviços de saúde.

É de conhecimento de todos que nos serviços terceirizados a ocupação ocorre porque os vencimentos são maiores que dos profissionais concursados, o que seria uma solução, mas as contratadas assumem papel de intermediários dos serviços e cobram por isso.

A título de exemplo, cito interlocução que mantive no início dos anos 2000, quando, em conversa com o diretor de um grande hospital público – em plena vigência do Plano de Assistência à Saúde (PAS), de triste lembrança por tantos desvios financeiros ocorridos –, e o médico tecia loas ao sistema terceirizado pela Prefeitura de São Paulo. Em dado momento, foi solicitado para resolver uma questão administrativa e se retirou. Ao voltar, para minha surpresa, esquecendo os elogios que fizera antes, passou a proferir severas críticas ao PAS. Disse que, em análise comparativa de seu hospital, público, de porta aberta, com outro da Zona Leste, também público, mas terceirizado e de porte menor, o custo deste só era muito menor por conta de manobras contábeis nos serviços
de lavanderia, manutenção e cozinha.

Portanto, não vejo justificativa para se utilizar essa forma de contratação, que implica um custo maior, quando há possibilidade de se contratar de forma emergencial, com seleção por concurso público, garantindo qualificação dos profissionais contratados.

*Conselheiro do Cremesp


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