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Editorial


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Instituição de Saúde/Hospital das Clínicas da Unicamp


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Eu, médico


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Edição 357 - 04/2018

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Bioética


Incertezas e subnotificação permeiam óbitos após lipoaspiração, revela tese

O que leva pessoas jovens saudáveis à morte depois de passar por cirurgia eletiva
de interesse cosmético? A dúvida motivou o dermatologista Érico Pampado Di Santis, que atua em Taubaté (SP), a debruçar- se sobre óbitos após lipoaspiração (associada ou não a outros procedimentos), divulgados pela mídia desde 1987 até 2015. O esforço
rendeu uma tese de doutorado, defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo colega de especialidade, Sérgio Henrique Hirata.

O estudo teve início com um levantamento diário sobre notícias de óbito vinculadas à lipoaspiração em jornais como a Folha de São Paulo e Zero Hora, agências de notícias e arquivos de revistas, como a Veja e Época. Com o nome do paciente e cidade em que o evento ocorreu, obtiveram-se as certidões de óbito junto aos cartórios de registro
civil. “Atingimos a maior casuística no assunto, 102 casos”, explica Di Santis.

Chamou atenção a disparidade entre a causa da morte registrada na certidão de óbito e as informações publicadas pela imprensa, procedentes de médicos e familiares das pessoas falecidas. Entre as surpresas incluíram-se atestados indicando mortes por causa natural e falência múltipla de órgãos, em meio a um contingente de mulheres até
então hígidas, com idade média de 40 anos.

Atestados imprecisos
Segundo a pesquisa, 82,82% dos óbitos ocorreram entre o dia da cirurgia e o 7º dia no pós-operatório, ou seja, alta precoce sem condições clínicas ideais “é fator a ser considerado”. Em 86,04% dos casos, os responsáveis pelos procedimentos identificaram-se como “cirurgiões”. Um dos dados mais impactantes: 44,18% das mortes seguidas de lipoaspiração tiveram “causas indeterminadas” em documentos oficiais.

De acordo com pesquisador independente recrutado para analisar isoladamente as causas de morte – Marcos Robertos Martins, patologista com mais de 20 anos de experiência em exames necroscópicos – somente 6,97% das certidões demonstraram-se “absolutamente precisas”. Nas demais, as imprecisões devem- se a dados capazes de “interferir no entendimento lógico da sequência que culmina em óbito” e a “tentativas claras de justificar o óbito com hipóteses desconexas”.

Com o objetivo de prevenir as mortes, o próprio Di Santis esboçou o Projeto de Lei (PL) federal nº 9.602, que tramita na Câmara dos Deputados, prevendo a notificação
compulsória de eventos adversos associados a procedimentos estéticos. “Reconhecer
as causas de óbitos é essencial à prevenção e elaboração de diretrizes na área”, observa.


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