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Edição 197 - 01/2004

Entrevista

As entidades já compartilham as soluções dos problemas


José Luiz Gomes do Amaral,  médico anestesiologista, chefe do Departamento de Anestesiologia da Unifesp e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), falou ao Jornal do Cremesp sobre a união das entidades que culminou na eleição da atual diretoria do Conselho e sobre a possível criação de uma entidade única.

Jornal do Cremesp: O senhor teve uma participação ativa na formação da chapa "Unidade Médica" que venceu as eleições do Cremesp. Qual foi, na sua opinião, a importância desse movimento?

José Luiz: Cada uma das diferentes entidades médicas tem seu papel específico. Mas todas compartilham da solução de problemas como, por exemplo, a formação do médico, a proliferação indiscriminada de escolas de Medicina, a luta pela preservação da integridade da imagem do médico junto à sociedade, a necessidade de se valorizar o trabalho do profissional médico, a questão da regulamentação do ato médico, entre outros. Portanto, temos um envolvimento suficientemente grande, em ações comuns, para que todos nós nos preocupemos com a estrutura representativa de todas as nossas entidades. O que acontece com o Cremesp afeta diretamente as ações da APM e vice-versa, não no âmbito das nossas missões específicas, mas no das nossas ações comuns. Já há algum tempo nós temos trabalhado em conjunto essas questões e é absolutamente necessário que continuemos a fazê-lo. A melhor forma de conseguirmos isso é nos entendermos com relação a nossa representação e foi por isso que nós decidimos nos unir para escolher a representação da classe médica no Conselho.

JC: E foi um movimento vitorioso...

José Luiz: Foi um movimento vitorioso. Talvez não tenha sido compreendido por todos num primeiro momento, mas acredito que agora que já ultrapassamos a barreira inicial - a posse dos novos conselheiros e o início dos trabalhos - penso que está se ampliando o entendimento de que esse foi um movimento necessário e que está sendo muito positivo para a classe médica.

JC: Como o senhor avalia a gestão do Conselho que o senhor ajudou a criar?

José Luiz: Estamos no começo, mas um começo muito promissor. Os novos conselheiros estão trabalhando com muito entusiasmo e o clima no Cremesp é de muita solidariedade e muita vontade de construir. Já tivemos um número interessante de reuniões conjuntas entre todas as entidades médicas.

JC: Foram iniciadas, formalmente, as discussões em torno da criação de uma entidade médica unificada. Qual sua posição a respeito?

José Luiz: Não consigo imaginar a possibilidade de trabalharmos em prol da qualificação do médico, da formação do médico, da definição da regulamentação do ato médico, em prol da imagem do médico junto à sociedade e inúmeras outras questões, de outra forma que não seja unificada. Não trabalhar em conjunto é um retrocesso. Como conciliar isso é um assunto a ser discutido, mas não vejo nenhum obstáculo que não possa ser superado. Se hoje existem barreiras jurídicas para a unificação das diferentes entidades médicas é necessário entendermos as vantagens de superá-las e depois estudarmos de que maneira poderemos superá-las sem que isso represente perdas. Não podemos perder aquilo que cada entidade médica construiu ao longo de vários anos. As tarefas específicas de cada entidade deverão ser preservadas dentro de uma entidade unificada, com uma só filosofia de trabalho e, muito provavelmente, com um só corpo de gestores, que garantam um trabalho em bloco.

JC: Mas esse tema ainda é considerado polêmico...

José Luiz: Eu não sei se é um assunto polêmico. Uma polêmica é quando várias pessoas têm uma opinião diferente sobre o mesmo assunto. Num primeiro momento eu poderia dizer que esse não é um assunto polêmico, porque nem todos dizem sim, mas por outro lado ninguém diz não. Quando você pergunta aos médicos se são favoráveis ou não a uma Ordem dos Médicos - ou qualquer outro nome que se dê a uma entidade única - encontramos poucos que dizem sim ou não. A maioria diz: "sim, mas não sei exatamente como...". Se a maioria responde assim, com três pontinhos, não há polêmica; as pessoas concordam. Bem, então vamos entender o que são os três pontinhos: os "sim, desde que"; e os "sim, mas não sei como". As pessoas que dizem "sim, mas não sei como" acham que existem algumas dificuldades para que isso seja feito. Portanto não sabem qual o caminho, mas entendem que gostariam que isso acontecesse; não há polêmica quanto à isso. As pessoas que dizem "sim, desde que" são favoráveis à entidade única mas vêem algumas dificuldades, como, por exemplo, o receio de perder o que foi conquistado. Mas tudo o que foi conquistado pode ser feito também pela entidade única. Então isso é o "desde que". Até agora, não entendi que alguém tenha levantado algum argumento diferente desse. Por isso, entendo que, em princípio, esse não é um assunto tão polêmico. Acredito que todos concordemos - pois não vi ninguém discordar disso - desde que essas questões sejam solucionadas.

JC: E quais as vantagens de se criar uma entidade unificada?

José Luiz: Penso que vamos ter, primeiramente, uma rapidez de ação e uma coordenação mais firme. Hoje, por exemplo, discute-se a formação do médico na APM, no Cremesp, no Simesp. Discutir esse assunto em conjunto seria muito mais proveitoso e chegaríamos mais rapidamente a uma solução do que discutir isoladamente primeiro e depois com as demais entidades médicas; eventualmente o resultado da discussão conjunta tem que voltar para cada colegiado em separado para que se tome uma terceira posição. Tudo isso resulta numa perda de conteúdo e de tempo muito grande. Estrategicamente nos enfraquece, pois precisamos agir rapidamente. A segunda vantagem é a redução de custos. Nós temos estruturas que terão que se somar e, portanto, isso reduzirá custos. Em contrapartida, outras terão que ser criadas. Porém, no geral certamente existirá uma potencialização das ações que vai representar uma economia, por exemplo, em relação aos produtos de comunicação.

JC: Enquanto a entidade unificada não existe oficialmente, as entidades médicas estão pensando em realizar reuniões conjuntas temáticas a cada um ou dois meses. O que o senhor acha dessa proposta?

José Luiz: Mais do que ter CGC e um endereço, uma entidade unificada é uma maneira de trabalhar e de pensar; é uma filosofia. As entidades médicas reuniram-se para discutir as eleições do Cremesp há seis meses. Desde então, o processo de criação da entidade médica única foi iniciado e, nas eleições do Conselho, foi referendado pelos médicos de São Paulo. As reuniões temáticas são um caminho natural e positivo para darmos continuidade a esse processo de unificação. Tenho a impressão de que na próxima eleição que se fizer haverá um apoio ainda maior e isso só vai nos fazer avançar.


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