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Butantan: orgulho do país


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Edição 197 - 01/2004

História

Butantan: orgulho do país


Butantan: orgulho do país

Considerado o maior produtor de imunobiológicos do continente, o Instituto Butantan também passará a produzir vacina contra Influenza, fortalecendo a sua primazia nesse setor. Segundo o presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw, a empreitada custará 50 milhões de reais, dos quais o Ministério da Saúde entrará com 34 milhões para a compra dos equipamentos; e o Governo do Estado, com 16 milhões para a construção do prédio. As obras devem ser iniciadas no primeiro semestre deste ano. 

Atualmente, para garantir a vacinação dos idosos pelo sistema público de saúde, o Butantan compra vacina a granel do Laboratório Aventis, finalizando o processo de dosagem em seus laboratórios. Em entrevista concedida no início de janeiro, Isaias Raw informou que o processo de licitação para a construção do prédio já estava em fase final. Prevista para iniciar a produção em 2006, esse novo laboratório deverá fornecer 20 milhões de doses da vacina por ano ao país.

O Instituto Butantan é responsável pelo fornecimento de 75% das vacinas e 80% dos soros utilizados no Brasil.  Só em 2002 produziu 73 milhões de doses de vacinas e 423 mil ampolas de soro, e ainda tem capacidade ociosa. Os laboratórios estão preparados para fabricar 180 milhões de doses/ano de vacina e 800 mil ampolas/ano de soros. Sua produção é distribuída pelo Ministério e secretarias estaduais de Saúde, abastecendo o sistema público de saúde, os programas nacionais de imunização e as campanhas de vacinação.

Nos últimos anos, o Instituto vem ampliando suas ações, passando a produzir medicamentos como a Eritropoetina, destinada a doentes renais que esperam por um transplante de rim; surfactante pulmonar, para tratamento de recém-nascidos prematuros com problemas pulmonares; toxina botulínica, usada no tratamento de doenças oculares, ortopédicas, neurológicas e estéticas; além da implantação de um laboratório de produção de hemoderivados, por meio de plasma humano.

Vacinas

O Butantan é responsável pela produção de vacinas utilizadas para prevenção de tétano, difteria, coqueluche, tuberculose, raiva e hepatite. Essa produção, além de representar um domínio tecnológico, resulta numa economia anual de cerca de 26 milhões de dólares ao país.

Estão sendo desenvolvidas, também pelo Instituto, novas vacinas como a Péntupla, Hepatite B - BCG, DTP menos tóxica e DTP acelular, DTP - vitamina A, Meningite BC conjugadas, Meningite B + C, Pneumococus, contra Esquistossomose e BCG recombinante e reforçada. Em processo de negociação encontram-se os direitos de produção das vacinas contra rotavírus, papiloma do colo do útero e leishmaniose.

Serviço de referência para a OMS

Considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um serviço de referência na produção de soros, o Butantan deverá exportar 500 mil ampolas desses medicamentos em 2004. O Instituto fabrica cinco tipos de soros contra venenos de serpentes, dois contra venenos de aranhas e escorpiões, um para combater veneno da "lagarta assassina", três contra toxinas bacterianas (tétano, difteria e botulismo A e B), um contra a raiva, além do soro monoclonais para tratar da rejeição a transplantes.

102 anos de história

Em 1889, um surto de peste bubônica se propagava no Porto de Santos. Para conter a doença, o Governo do Estado decidiu criar um laboratório de produção de soro contra a peste, adquirindo a Fazenda Butantan. Em fevereiro de 1901 foi criado oficialmente o Instituto Serumtherápico do Estado, que em 1925 tornou-se Instituto Butantan.

Em 1928, o Butantan passou por uma reforma que lhe conferiu o caráter de instituição especializada em medicina experimental, subordinado à Secretaria de Educação e Saúde Pública. Cabia ao Butantan realizar trabalhos científicos sobre animais peçonhentos, desenvolver estudos sobre patologia humana e sobre imunidade, investigar plantas medicinais brasileiras, promover cursos de especialização, preparar produtos biológicos para a defesa sanitária e fiscalizar esse comércio.

Durante o Estado Novo o Instituto passou por uma crise. Em 1948, uma determinação governamental limitou suas atividades à preparação da defesa sanitária e às pesquisas sobre animais peçonhentos. A partir de 1950, alicerçado no tripé pesquisa, biotecnologia e ensino, retomou as atividades, participando diretamente de campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite, difteria e varíola. Na década de 1980, foram ativados sete laboratórios: Biologia Molecular, Centro de Biotecnologia e Formação em Imunologia, Imunogenética, Imunoquímica, Imunologia Viral, Zoonoses e Endemias Parasitárias.

Em 1984, foi criada a Fundação Butantan, hoje considerada o maior centro de pesquisa biomédica e um dos 16 institutos de pesquisa da Secretaria da Saúde do Estado.

Perfil: Isaias Raw

Professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw é um dos mais importantes cientistas da área biológica do país. Paulistano nascido em 1927, também trabalhou no exterior. Nos Estados Unidos, foi professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, da City University de Nova York e do MIT.

Em 1969, foi proibido de exercer suas atividades como professor da USP pelo Ato Institucional Número 5 (AI-5).

Raw voltou ao Brasil pouco antes da anistia. Hoje, aos 77 anos, é um batalhador vigoroso à frente do Instituto. Ao ser questionado se considerava satisfatórios os recursos destinados ao Butantan, respondeu: "nessa área de pesquisa e produção, a demanda sempre aumenta. Temos que trabalhar em uma situação muito complicada. Muito para fazer e pouco dinheiro para desenvolver os projetos. Diferente de um laboratório privado temos de fazer muito esforço para atender a demanda social e garantir a cobertura de um serviço público", enfatizou.    

 


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