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CAPA

EDITORIAL
Abertura de novos cursos de Medicina: moratória!


ENTREVISTA
Antonio Carlos Lopes, novo secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica


ATIVIDADES DO CONSELHO
Rede de Apoio a Médicos é ampliada


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 1
Lei do Ato Médico - Primeira Plenária do Cremesp de 2004 aberta ao público médico


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 2
Notificação extrajudicial do Cremesp alerta contra terapias "naturais"


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 3
9 de março: novo dia de mobilização da classe. PARTICIPE!


ESPECIAL
Desafio: o crescimento da população idosa brasileira


ÉTICA
Termo de autorização para cirurgias gera debate no Cremesp


MEDICAMENTOS
Conclusões da Pesquisa Pró-Genéricos: veja como anda a prescrição e o consumo entre os brasileiros


CENTRO DE BIOÉTICA
Curso de Capacitação das Comissões de Ética Médica


AGENDA
Acompanhe as atividades deste Conselho durante o mês de fevereiro


EXERCÍCIO PROFISSIONAL
Alerta Ético: vínculo com laboratório ou estabelecimento comercial


RESOLUÇÃO
CFM: novos parâmetros para lipoaspiração


HISTÓRIA DA
PEDIATRIA

Wilson Maciel e Francisco De Fiore


GALERIA DE FOTOS



Edição 198 - 02/2004

ATIVIDADES DO CONSELHO

Rede de Apoio a Médicos é ampliada


Rede de Apoio é ampliada

Médicos dependentes e com problemas psicológicos

Ronaldo Laranjeira e Hamer Alves*

A Rede de Apoio a Médicos - parceria do Cremesp com a Uniad/Unifesp - completará dois anos de funcionamento em maio. Este serviço, de objetivo assistencial, fornece atendimento diferenciado por profissionais especialistas e conhecedores das particularidades da profissão. O atendimento pode abranger orientação familiar e aos colegas, apoio psicológico e até mesmo tratamento psiquiátrico. Funciona da seguinte maneira:

1 - O contato inicial se dá por meio de uma Central de Apoio que pode ser acessada por telefone fixo, celular ou e-mail.
2 - Após o primeiro contato, quando pertinente, o colega é submetido a uma avaliação, com o objetivo de se fazer um planejamento diagnóstico e encaminhamento para o tratamento, que pode ser realizado por um dos colegas que compõem a Rede.
3 - A Rede é constituída por vários colegas psiquiatras dentro do Estado de São Paulo, que passam a ser os gerentes e responsáveis pelo caso, ficando a cargo destes, a partir de então, o encaminhamento para psicoterapia, manejo psicofarmacológico e orientação aos familiares.

Nesse período, recebemos 110 casos relacionados ao uso problemático de álcool e outras drogas, uma vez que o serviço começou com o atendimento a esta clientela. Percebemos que os casos que aderiram ao tratamento apresentam bom prognóstico, com boas taxas de recuperação e retorno às atividades de trabalho. É importante que o tratamento seja individualizado, por um tempo significativo, com envolvimento familiar e emprego de exames para o rastreamento do uso de substâncias, visando a proteção do médico e do público.

Houve, paralelamente, uma procura significativa - 20 casos - por parte de médicos com problemas psicológicos e disfunções relacionadas ao exercício da profissão, não relacionados a álcool e drogas. Tratava-se de médicos com ansiedade, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, dificuldades de relacionamento familiar ou no trabalho, entre outros problemas. Tendo em vista esta demanda mais geral, optou-se por ampliar o sistema de atendimento acolhendo, desta forma, também estes colegas.  Para tal, entramos em contato com psiquiatras nas diversas regiões do Estado de São Paulo, no intuito de solicitar-lhes que se dispusessem a acompanhar tais casos.

Problemas psicológicos e disfunções profissionais
A natureza estressante do trabalho médico tem sido amplamente discutida na literatura (Nogueira-Martins & Jorge, 2003). Estudo recente (Pattani et al., 2001) mostrou que a principal causa de aposentadorias precoces entre médicos decorre de transtornos psiquiátricos, sendo diagnósticos mais comuns os transtornos de ansiedade, depressão e dependência de álcool. 

Médicos exibem níveis maiores de distúrbios psiquiátricos do que outros profissionais de ocupações equivalentes. Os problemas variam de ansiedade, perante exaustão emocional, à depressão clinicamente detectável, abuso de drogas e suicídio. Transtornos de ansiedade e depressão são os mais comuns, sendo que 10% de todos os médicos que atendem em consultórios na Inglaterra estão atualmente deprimidos.

Artigo recente do British Medical Journal ressaltou a importância de uma linha telefônica dirigida para médicos e operada por médicos. Este serviço tem como vantagem o aconselhamento confidencial, a segurança de que o atendente conhece as peculiaridades da profissão, podendo inclusive oferecer suporte informal antes mesmo que um quadro de estresse evolua para um transtorno psiquiátrico formal.

O papel de cada médico e das Comissões de Ética
Apesar da existência de tratamentos efetivos para os diversos transtornos mentais, muitos médicos não procuram tratamento. Para melhorar a busca por tratamento, há que se empreender, paralelamente à melhor oferta de serviços, uma mudança cultural quanto à necessidade de revelar os problemas emocionais e à receptividade destas questões no meio médico.  Isto é função de cada um de nós, médicos.

Consideramos imprescindível a divulgação do serviço pelos colegas, pois, certamente, muitos dos que poderiam ter benefício com este sistema de atendimento não sabem de sua existência. Editorial recente da Associação Médica Britânica pondera que é dever ético de cada médico ajudar a zelar pelo bem estar dos outros colegas, através de aconselhamento, orientação, comunicação às Comissões de Ética Médica sobre as possíveis limitações do exercício profissional decorrentes de problemas de saúde mental ou abuso de álcool e drogas.  O que pode parecer resistência e indignação pelo encaminhamento para tratamento pode transformar-se em gratidão, após um acompanhamento bem sucedido.
Acreditamos que uma resistência inicial possa ocorrer à idéia, com a tendência de familiarização, melhora da confiança e aumento da demanda.  Não é nosso objetivo receber denúncias, uma vez que o Conselho Regional de Medicina já possui tal função de supervisão sobre a capacidade do exercício profissional.

Como é um novo começo, todas as sugestões serão respeitosamente consideradas, no intuito de melhorar o funcionamento do sistema. O contato pode ser realizado por telefone fixo (11) 5579-5643 ou celular (11) 9616-8926, bem como por e-mail: 
apoiomedico@psiquiatria.epm.br   

* Ronaldo Laranjeira é psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp e Hamer Alves é psiquiatra da Uniad/Unifesp.

Cremesp irá aprimorar seu atendimento ao público

A partir de março de 2004 será realizada pesquisa de opinião sobre o atendimento ao público prestado pelo Cremesp: consultas, emissão de certidões, documentos, cartões de liberação do rodízio de automóveis, registros de pessoa física e jurídica, pesquisa na biblioteca, dentre outras demandas. Será disponibilizado impresso para a avaliação desses serviços no site do Conselho (http://www.cremesp.org.br), nas seis unidades do Cremesp na Capital e nas 27 Delegacias Regionais no Interior do Estado.

Câmara Municipal de São Paulo promoverá  debate sobre abertura de escolas médicas

"Abertura de Escolas Médicas e seu Impacto na Medicina Brasileira" será o tema de um debate promovido pela Comissão de Saúde, Promoção Social e Trabalho da Câmara Municipal de São Paulo, em 18 de março próximo. O evento será coordenado pelo presidente daquela comissão, vereador Gilberto Natalini, e contará com os seguintes debatedores: presidente do Cremesp, Clóvis Francisco Constantino; presidente da Associação Médica Paulista (APM), José Luiz Gomes do Amaral; presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), José Erivalder Guimarães de Oliveira; presidente da Frente Parlamentar da Saúde da Câmara Federal, deputado Rafael Guerra; presidente da Sub-Comissão de Desenvolvimento Urbano e do Interior, deputado federal Walter Feldman; superintendente técnica da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), socióloga Silvia de Almeira Prado Sampaio.

Local: auditório Prestes Maia, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - 1º andar)
Horário e dia: das 19h30 às 22 horas, em 18 de março. 

Médicos têm isenção do rodízio municipal

Lembramos aos médicos residentes na cidade de São Paulo que com o cartão DSV - Médico, fornecido pela Secretaria Municipal de Transporte, com o apoio do Cremesp, podem obter isenção do rodízio municipal de veículos do município de São Paulo.

Para requerer o cartão (que fica em poder do médico) e o selo (a ser colado no veículo) é necessário residir na Capital, o veículo ser registrado em nome do médico e licenciado no município, preencher e reconhecer firma dos requerimentos, entregá-los na sede ou delegacias metropolitanas do Cremesp na capital, anexando cópia autenticada dos seguintes documentos:

- Cédula de Identidade de Médico ou Carteira Profissional de Médico (capa verde);
- Comprovante de Residência no Município de São Paulo (mês anterior ao pedido) em nome do requerente. Pode ser qualquer documento recebido pelo correio;
- Certificado de Registro do Veículo - C.R.V. (Documento de Transferência);
- Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo - C.R.L.V. (porte obrigatório), feito no município de São Paulo, em nome do requerente.

O cartão DSV-Médico tem validade de um ano, podendo ser renovado, e não tem ônus para o profissional. Para obter os requerimentos, os endereços do Cremesp e maiores informações, acesse o site do Conselho (www.cremesp.org.br/servicos/cet/).


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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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