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A evolução do JC em 200 edições


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Lançamento da Campanha pela proibição de novos cursos de Medicina


CLASSE MÉDICA EM MOVIMENTO 2
Protesto no ABC é um marco do movimento médico que cresce pelo país


ENTREVISTA
Fausto Pereira dos Santos, diretor-presidente da ANS


ESPECIAL
Pesquisa do CFM sobre Trabalho e Qualidade de Vida do Médico


CONJUNTURA
Pesquisa do CVE sobre as principais causas de morte no Estado


PLENÁRIA TEMÁTICA
Exame de Qualificação para recém-formados


GERAL
Destaque para a prévia do Encontro Sul-Sudeste


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Entre os temas, nova sede do Cremesp em Botucatu/Diretórios Acadêmicos são recebidos pela APM/Simpósio de Ética Médica em Araçatuba


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Alerta Ético


ALERTA CIENTÍFICO
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Edição 200 - 04/2004

CONJUNTURA

Pesquisa do CVE sobre as principais causas de morte no Estado


Violência está entre as principais causas de morte no Estado

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, concluiu que em 2002, mais de 32.000 pessoas morreram em São Paulo, vítimas  de causas externas relacionadas à violência, suicídios, homicídios, quedas, afogamentos, acidentes de trânsito, de trabalho e intoxicações.

Isso representa um total de 13,5% dos óbitos, ocupando o terceiro lugar entre as causas de morte no Estado, superado apenas por doenças do aparelho circulatório e  pelas neoplasias. Os homens apresentaram risco 6,3 vezes maior de morte violenta. E a faixa etária mais atingida foi a dos adolescentes e adultos jovens, com idades entre 15 e 29 anos, em 43,4% dos casos registrados.

A região que apresentou mais casos de morte por acidentes e violência foi Osasco e a menor taxa foi registrada em Presidente Prudente, 54,4%.
O maior número de óbitos foi ocasionado por homicídios, 45,9% do total, em 2002. Em segundo lugar ficaram os acidentes de transporte, 21,2% dos casos.

O estudo do CVE utilizou informações do Sistema de Informações em Mortalidade, Fundação Seade e Ministério da Saúde. Na capital, de acordo com o PRO-AIM (Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade), da Prefeitura de São Paulo, em 2003 as causas externas totalizaram 8.376 casos. A primeira causa foi homicídio, com 4.999 óbitos, sendo que a maioria, homens; seguido de queda acidental, 614; e atropelamento de pedestres, 582. Foram analisadas cerca de 70.000 declarações de óbito. Os dados podem ser consultados pelo site da Secretária Municipal de Saúde http://www.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude 


Conheça o novo Boletim Epidemiológico
Os dados sobre a mortalidade por causas externas no Estado foram processados pela  Agência Paulista de Controle de Doenças e Promoção de Saúde, que passou a produzir o Boletim Epidemiológico Paulista (BEPA).

Disponibilizado na Internet (http://www.cve.saude.sp.gov.br ), sempre na última sexta-feira do mês, o BEPA traz informações atualizadas sobre doenças e agravos à saúde no Estado. O coordenador do Grupo Técnico de Implantação da Agência Paulista de Controle de Doenças, Luiz Jacintho da Silva, ressalta a importância do boletim:  "há muito tempo  os médicos de São Paulo estavam carentes de um informativo epidemiológico que permitisse, de maneira rápida, objetiva e precisa, conhecer os principais fatos sobre a ocorrência, distribuição e controle das doenças de importância em saúde pública. O BEPA vem preencher essa lacuna."

A Agência Paulista de Controle de Doenças e Promoção de Saúde é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde. Terá autonomia financeira e administrativa, com os dirigentes indicados pelo Secretário da Saúde.


Dossiê do Cremesp
Em outubro de 1998 as entidades médicas estaduais - Cremesp, APM e Sindicatos de Médicos do Estado - lançaram a campanha Uso Branco Pela Paz e o dossiê "A epidemia da violência". A publicação, até hoje uma referência para o estudo do tema, sistematizou e analisou o impacto da violência no exercício da Medicina, no sistema de saúde e na sociedade. A publicação está disponível na Internet: http://www.cremesp.org.br


Em 20 anos, violência matou 600.000 brasileiros
O IBGE divulgou,  recentemente, a Síntese de  Indicadores Sociais do Brasil, a partir de dados retirados, principalmente, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2002 e do Censo de 2000.

O que mais chamou a atenção é que entre 1980 e 2000, no Brasil, 598.367 pessoas foram vítimas de homicídios; dois terços delas na década de 1990. Nesses mesmos 20 anos, o Brasil registrou mais de 2 milhões de mortes por causas externas, 82% delas de homens. Enquanto nos anos 80 os acidentes de trânsito representavam a principal causa externa dos óbitos masculinos, na década de 90 os homicídios assumiram a liderança. 
Entre 1991 e 2000, no Brasil, aumentaram em 95% as taxas de mortalidade por homicídios com uso de armas de fogo, entre homens de 15 a 24 anos.

O total de causas externas (que, além de homicídios, inclui também acidentes, suicídios e outras causas não naturais) provocou no país cerca de 2 milhões de mortes de 1980 a 2000 - o equivalente à população de Brasília. Em 82,2% dos casos (1,7 milhões), as vítimas foram homens. Em 2000, as causas externas foram a segunda maior causa de morte no país (14,5% do total de mortes), junto com as neoplasias malignas (14,9%).

Na distribuição dos tipos de causas externas, os homicídios vêm aumentando sua participação, enquanto a dos acidentes de trânsito vem caindo. Entre 1991 e 2000, a proporção de mortes por acidentes de transporte, no total de causas externas, caiu 10,4%, passando a 25% do total, enquanto a de homicídios cresceu 27,2% e chegou a 38,3% do total. 

A violência coloca em xeque a capacidade de os estabelecimentos de saúde oferecerem atendimento de emergência gratuito às vítimas de agressão. A Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária do IBGE, de 2002, observou que a oferta de camas UTI disponíveis ao SUS é mais precária no Norte e no Nordeste. Pertencem à esfera privada 65,7% dos estabelecimentos capazes de prestar atendimento 24 horas a vítimas de violência (com serviço de emergência em cirurgia e/ou traumato-ortopedia). O Sudeste concentra 39% dos estabelecimentos deste tipo, enquanto sua população representa 43% da correspondente ao país.
O estudo do IBGE tem capítulos específicos sobre Educação, Saúde, Domicílios, Trabalho e Rendimento, Cor, Mulheres, Idosos e, ainda, Crianças, adolescentes e jovens e pode ser acessado no site http://www.ibge.gov.br

Sobre os acidentes de trânsito, dados da Associação Brasileira dos Departamentos de Trânsito, em quatro capitais brasileiras, mostraram que 27,2% das vítimas apresentavam dosagem de álcool no sangue maior que o permitido por lei, que é de 0,6g/l.


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