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CAPA

EDITORIAL
Editorial de Desiré Carlos Callegari


POSSE 1
Conheça a diretoria do 3º período da gestão 2003-2008


ENTREVISTA
Desiré Callegari fala sobre metas e expectativas da nova diretoria


POSSE 2
Aqui estão os membros da nova diretoria do Cremesp


SAÚDE EM AÇÃO
Acordos e parcerias fortalecem entidades médicas e de saúde


ESPECIAL
I Congresso do Cremesp: número de participantes comprova acerto na escolha dos temas


ATIVIDADES DO CONSELHO 1
Falsos médicos: medidas adotadas pelo Conselho visam coibir atuação


ATIVIDADES DO CONSELHO 2
Cremesp amplia sua biblioteca: novo espaço cria ambiente ideal para pesquisa e leitura


DEBATE
Tema da vez: a gestão da Saúde por Organizações Sociais


AGENDA
A participação do Cremesp em eventos relevantes para a classe médica


TOME NOTA
O Alerta Ético desta edição aborda o descaso no atendimento


GERAL
Destaque: a situação da Santa Casa de Franca


HISTÓRIA
A história do primeiro hospital do Brasil


GALERIA DE FOTOS



Edição 224 - 04/2006

HISTÓRIA

A história do primeiro hospital do Brasil


Santa Casa de Santos:
o primeiro hospital do Brasil


Dos navegantes portugueses aos pacientes do SUS,
o hospital acolhe doentes há mais de 400 anos

Primeiro hospital brasileiro, a Santa Casa de Misericórdia de Santos, fundada por Braz Cubas em 1543, inseriu-se no país no contexto histórico da colonização do Brasil. Braz Cubas era um fidalgo português, vindo na expedição colonizadora de Martin Afonso de Souza, em 1532. Quando Martin Afonso e sua esposa faleceram, Braz Cubas passou a ser o capitão-mor, comandante da capitania de São Vicente que, mais tarde, originaria a cidade de Santos.
O nobre português construiu o hospital com recursos próprios e a ajuda de moradores da região. Possuía espírito solidário, inspirando-se em seu avô, Nuno Rodrigues, um dos fundadores e mantenedores da primeira Santa Casa lusa, juntamente com dona Leonor de Lencastre: a Santa Casa do Porto, de 1498, modelo para muitas outras edificadas nos cinco continentes.

O primeiro prédio da Santa Casa de Santos foi erguido no morro do Outeiro de Santa Catarina, na então Vila de São Vicente, região do Povoado do Porto, destruído para aterrar o Porto de Santos. Seu nome era Hospital de Todos os Santos. Em 1546, Braz Cubas, valendo-se de seu título de capitão-mor, elevou o povoado do Porto para a condição de vila, a Vila do Povoado de Todos os Santos, adotando o nome do hospital. Encurtando para Vila de Todos os Santos, chegou a simplesmente Santos.

Origem da cidade
“Quando a Santa Casa foi criada a cidade de Santos não existia. A própria Santa Casa deu origem à cidade, que estava em torno do hospital”, diz Henrique Seiji Ivamoto, chefe do Serviço de Neurocirurgia da Santa Casa de Santos e editor da revista Acta Medica Misericordiae, da instituição. O segundo prédio, na praça Visconde de Mauá, chegou a paralisar suas atividades por empobrecimento da comunidade e da irmandade. No terceiro, em Monte Serrat, houve um grande deslizamento de terra, soterrando parte do hospital. A Santa Casa está em seu quarto prédio, no Jabaquara, inaugurado em 1945 por Getúlio Vargas. Em um trecho de seu discurso durante a inauguração do atual prédio o então presidente declarou: “... as tradições de vossa cidade (Santos), berço do Patriarca, são conhecidas e consagradas. Sois um dos baluartes da opinião pública brasileira e ofereceis admirável exemplo de educação cívica”.

Ivamoto enfatiza que: “a Santa Casa de Santos é a mais antiga instituição filantrópica, o mais antigo hospital, a mais antiga Santa Casa e a mais antiga escola prática de Medicina do país – quase três séculos antes da fundação da primeira faculdade na Bahia”. Naquela época, no Brasil, não havia médicos formados. Havia os chamados cirurgiões-barbeiros, alguns práticos, que usavam a medicina indígena – ervas e infusões milagrosas – mesclando-a com a medicina européia. A Medicina era rudimentar, exercida até mesmo por curandeiros, feiticeiros e benzedeiros.

O jesuíta Anchieta foi um dos primeiros membros do corpo clínico da Santa Casa de Santos, embora não fosse médico. Seminarista da congregação de Santo Inácio de Loyola,  militar, ele ensinava a todos como fazer curativos e tratar problemas mais comuns. O ensino prático da medicina européia iniciou-se na Santa Casa de Santos. Passaram por lá grandes nomes, além de Braz Cubas: Leonardo Nunes, José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, Frei Gaspar da Madre de Deus, José Bonifácio de Andrada e Silva, João Otávio, Bartolomeu de Gusmão e os médicos Cláudio Luiz da Costa, Silvério Fontes, Martins Fontes, Guilherme Álvaro, Leão de Moura, Cerqueira Falcão, Domingues Pinto, Emílio Navajas, Carlos da Silva Lacaz, Victor Vallejo e Oswaldo Paulino.
 
Números
Com 44 mil metros quadrados de área construída, atendendo mais de 60% dos pacientes pelo SUS, 1% de particulares e o restante de conveniados, a Santa Casa de Santos conta com um corpo clínico composto por 552 profissionais, entre residentes e médicos assistentes credenciados, em todas as especialidades, exceto Psiquiatria. O hospital é referência em neurocirurgia, cirurgia plástica de queimados e oncologia e de ensino para a região metropolitana da Baixada Santista, que compreende nove municípios. O diretor clínico é o anestesiologista João Garcia, que ocupa o cargo pela sétima vez consecutiva. Segundo ele, a Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) ministra aulas práticas e teóricas para 300 alunos na Santa Casa.

Centro de Estudos
Delegado em Santos e presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo, Celso Schmaulfuss Nogueira, fundou o Centro de Estudos da Santa Casa de Santos em 1997, com o objetivo de resgatar a memória da instituição. “O Centro de Estudos promove aprimoramento científico em diversos níveis para os colegas de especialidade, estagiários e residentes. Desenvolve cursos, orienta trabalhos, presta assistência. É um órgão facilitador”, acrescenta Celso Nogueira. João Garcia explica que “a Santa Casa de Santos mantém o programa de residência médica e de estagiários nas várias especialidades por meio do MEC. São cerca de 143”.

O Centro de Estudos da Santa Casa de Santos é referência educacional em pós-graduação em Medicina no litoral paulista.


Ruínas da escadaria de pedra do terceiro prédio
da Santa Casa de Santos, em Monte Serrat.
Da esq. p/a dir.: Henrique Ivamoto, João Garcia, Felix Ballerini.
José Luiz Camargo, Manoel Lourenço, Celso Schmaulfuss e João Tavares 

História - a partir esta edição, o Jornal do Cremesp passa a destacar os hospitais ou serviços de saúde que contribuíram para o desenvolvimento da Medicina no Estado de São Paulo.


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