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CAPA

EDITORIAL
A partir de 02/10, o Cremesp dá início ao recadastramento dos médicos paulistas


ENTREVISTA
Entrevista: Simônides Bacelar fala sobre seu Projeto Linguagem Médica Melhor


ATIVIDADES DO CREMESP 1
Dia do médico: festividades já estão agendadas para dia 18/10


ATIVIDADES DO CREMESP 2
Exame do Cremesp: sextanistas de Medicina podem inscrever-se até 06/10


SAÚDE MENTAL
Em debate, a implantação do novo modelo assistencial em saúde mental


ATIVIDADES DO CREMESP 3
Recadastramento de médcos paulistas: será realizado entre 02/10/2006 e 31/03/2007


ÉTICA MÉDICA
Proibida a vinculação de médicos a cartões de descontos


ATUALIZAÇÃO
Aprovada vacina contra quatro tipos do HPV, os mais relacionados ao câncer de colo de útero


GERAL
Veja como foi o II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina em Manaus


HISTÓRIA
Beneficência Portuguesa: um megacomplexo de excelência em assistência hospitalar


AGENDA
Acompanhe a participação do Conselho em eventos relevantes para a classe


TOME NOTA
O Alerta Ético desta edição mostra a importância de responder às denúncias


NOTAS
Propaganda sem bebida: encontro em Santos inicia segunda etapa da campanha


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Edição 229 - 09/2006

HISTÓRIA

Beneficência Portuguesa: um megacomplexo de excelência em assistência hospitalar


Beneficência Portuguesa: dos imigrantes para a sociedade
Criado inicialmente para atender à comunidade lusitana, o hospital tornou-se megacomplexo de assistência

Na primavera de 1859 um grupo de cerca de 120 imigrantes lusitanos fundaram a Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo, com a finalidade de procurar emprego para os sócios, garantir subsistência aos que não pudessem trabalhar, auxiliar aos doentes, cuidar do sepultamento dos falecidos como indigentes, facilitar a educação dos filhos de patrícios, angariar recursos aos que precisassem mudar de cidade ou voltar a Portugal e contratar advogados para auxiliar em querelas jurídicas. Os fundadores tinham as mais variadas profissões: alfaiate, ator, barbeiro, charuteiro,  dono de casa de loteria, doutor, industrial, lavrador, leiloeiro, empregado municipal, padeiro, pedreiro, tamanqueiro, tropeiro, vendedor ambulante, professor e várias outras.

Cinco anos depois, a entidade fundaria o pequeno Hospital São Joaquim da Beneficência Portuguesa, com 13 leitos, na rua Alegre (atual Brigadeiro Tobias), nas imediações do Parque da Luz. Embora modesta, a instituição teve importante papel na história de São Paulo, que enfrentou, entre outras, uma epidemia de febre amarela, em 1889, e de gripe espanhola, em 1918. Seu crescimento foi paulatino, acompanhando o aumento da população do município, passando a atender não apenas os associados, mas toda a comunidade metropolitana. O nome foi reduzido para Hospital da Beneficência Portuguesa. Em 1957, foi transferido para o endereço atual, na rua Maestro Cardim, bairro do Paraíso. A nova sede tinha 24 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 440 leitos. Sua construção foi chefiada pessoalmente pelo então presidente da instituição, José Ermírio de Moraes – pai do atual presidente, o empresário Antonio Ermírio de Moraes.

Um ano após a inauguração das novas instalações, a Beneficência realizava a primeira cirurgia com tórax aberto, técnica recém-desenvolvida no país. Médico da área de Cardiologia do hospital, o conselheiro do Cremesp José Henrique Andrade Vila destaca que “a Beneficência atuou na vanguarda da terapia cardiovascular e seus especialistas difundiram conhecimento de grande importância para a medicina brasileira”.

Cirurgia cardíaca
Hoje, passados quase 150 anos, não é mais a associação que está para o hospital e sim o hospital que está para a associação. Como instituição filantrópica, dedica 60% da capacidade de atendimento ao SUS e 40% ao setor privado.


O diretor clínico, João Salvestrin (foto ao lado), delegado do Cremesp, destaca que a Beneficência é considerada o maior complexo hospitalar privado da América do Sul, com mais de 1,5 milhão de atendimentos anuais, realizando diversos procedimentos ligados a mais de 40 especialidades médicas e áreas de atuação.


Em uma área de 146 mil m², o equivalente a quase 15 campos de futebol, mantém 1.734 leitos (213 de UTI), 59 salas cirúrgicas e 103 ambulatórios. Em janeiro deste ano, o hospital inaugurou uma nova unidade, com centro médico, de diagnósticos e laboratórios, na rua Martiniano de Carvalho. Com 111 leitos, o novo anexo dispõe do que há de mais moderno em matéria de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultra-som e mamografia.

Dos 5.150 funcionários da Beneficência, 1.400 são médicos. A instituição destaca-se em cirurgia cardíaca, realizando mais de nove mil destes procedimentos por ano, entre as 30 mil cirurgias realizadas nas 58 salas cirúrgicas da instituição. Também responde pela maior diversidade de transplantes do país. Até 2005 efetuou 2.910 cirurgias, incluindo transplantes de coração (218), córnea (721), fígado (359), medula óssea (88), pâncreas (162) pulmão (77) e rins (1.335). Também é pioneiro na implantação no Brasil da área de radiocirurgia, tranformando-se em centro de referência do procedimento na América Latina.

Enfermagem
Até 1959 a enfermagem do hospital esteve a cargo da Ordem das Irmãs Franciscanas. Naquele ano, a Irmã Normelia Fernandes da Silva, então coordenadora da enfermagem, fundou na Beneficência a escola São Joaquim, dirigida à preparação de profissionais de enfermagem. Totalmente gratuita, a instituição mantém até hoje um curso técnico de enfermagem com duração de dois anos, formando anualmente cerca de 80 profissionais.

Um dos maiores acervos
de vitrais do Brasil

A Beneficência Portuguesa tem um dos maiores acervos de vitrais do país, um total de 33 espalhados pelo complexo. No livro Os 125 anos da Beneficência Portuguesa, o historiador Pedro Calmon classificou o conjunto como o “resumo palpitante da história nacional”. Entre as figuras representadas nos vitrais é possível encontrar a de Pedro Álvares Cabral (à direita), João Ramalho, padre Manoel da Nóbrega, a rainha Dona Leonor e Dom João III. Os vitrais são criações de vários artistas, em diferentes períodos históricos. No fundo do Salão Nobre há um conjunto de imagens de São Vicente, de Nuno Gonçalves, datado do século XV.


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