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EDITORIAL
Apoio à mobilização dos médicos residentes: CRM acompanha crise nacional


ENTREVISTA
Acompanhe o encontro com Clilton Guimarães dos Santos, Promotor Público do Estado


ATIVIDADES DO CREMESP 1
Terminalidade de Vida: resolução é publicada no Diário Oficial da União de 28/11


ATIVIDADES DO CREMESP 2
Recadastramento dos médicos: imprescindível parz evitar a atuação de falsários


AVALIAÇÃO
Segunda fase do Exame do Cremesp foi realizada em 05/11, com prova prática


MOVIMENTO MÉDICO
A crise dos médicos residentes de todo o país que lutam pela qualidade da especialização


PUBLICIDADE MÉDICA
Já foram realizados 12 Fóruns sobre ética em publicidade médica, com resultados promissores


ATIVIDADES DO CREMESP 3
Congresso de Bioética em Ribeirão Preto: reflexão ética sobre desafios da modernidade


MEDICINA E JUSTIÇA
Ações judiciais p/garantir medicamentos focam a prescrição médica


GERAL - CURTAS
Anti-retrovirais: Cremesp participa de plenária pública sobre Lei Federal 9313/96


ACONTECEU
Acompanhe as atividades dos diretores e conselheiros no mês de novembro


ALERTA ÉTICO
Alerta Ético: dúvidas e respostas para abandono de paciente e transferência de atendimento


GERAL - CURSOS
Destaque p/a criação de rede internacional p/tratamento de dependentes


HISTÓRIA
Iamspe: acredite, recebe mais de 3 milhões de pacientes


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Edição 231 - 11/2006

HISTÓRIA

Iamspe: acredite, recebe mais de 3 milhões de pacientes


IAMSPE
O instituto de mais de três milhões de usuários


Um gigante que participou da mudança no perfil do exercício da medicina no país

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) é um superlativo na promoção à saúde, que soma mais de três milhões de usuários  cadastrados entre funcionários públicos ativos e aposentados, seus dependentes e agregados. Só o Hospital do Servidor Público (HSPE), a maior referência do Iamspe, contabiliza a média anual de 780 mil consultas ambulatoriais, 24.600 internações e 24 mil cirurgias. Além do hospital, o Iamspe mantém um centro de coordenação de convênios com outras instituições de saúde para garantir cobertura aos usuários que residem fora da Capital.  


UTI neonatal: cuidados especiais

A história da criação desse gigante funde-se com a da organização da assistência médica por corporações profissionais no país. Uma das primeiras medidas do Ministério do Trabalho, criado por Getúlio Vargas na década de 30, foi reestruturar o sistema de saúde e previdência por meio da criação de seis grandes institutos nacionais que incorporavam praticamente todas as categorias de trabalhadores urbanos. Esses institutos foram viabilizados por meio de uma contribuição obrigatória dos trabalhadores e dos patrões, além de subsídios do governo.

Na década de 40, os funcionários públicos do Estado de São Paulo passaram a contar com seu Instituto de Previdência (Ipesp), que garantia assistência médica a seus beneficiários. O modelo dos institutos iniciou uma mudança no perfil do exercício da medicina no país. Em vez de exercer a medicina liberal em  consultórios, os médicos passaram a ser contratados por corporações.

Em 1951, membros da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, junto com o médico e servidor público estadual José Arthur Motta Bicudo, à época presidente do Instituto de Previdência, manifestaram o desejo da construção de um hospital próprio, desvinculado da iniciativa privada.  A proposta foi aprovada pela Assembléia Legislativa, na forma da Lei  nº 1.856/52, que criou o Departamento de Assistência Médica ao Servidor Público do Estado (Damspe).  Esse departamento deveria manter um hospital de grande porte, cujas obras foram financiadas pela contribuição do funcionalismo.

Em 1957, o recém-eleito presidente Jânio Quadros (que cumpria os últimos momentos do mandato de governador do Estado) lançou a pedra fundamental do Hospital do Servidor Público Estadual, inaugurado em 1961. Em 1966, durante a ditadura militar, o Damspe mudou de nome e de status jurídico. Passou a se chamar Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e deixou de ser subordinado ao Ipesp, ficando sob a tutela da Secretaria Estadual da Fazenda. Ainda na década de 60, subordinou-se à Secretaria da Administração até 1987, quando foi transferido para  a  Secretaria da Saúde, situação em que permanece até hoje. Os recursos do Iamspe provêm da arrecadação de 2% do salário do funcionalismo. Do orçamento anual de R$ 410 milhões do Iamspe, 240 milhões são destinados  ao hospital.

Em 1971, o Iamspe instituiu um hospital-escola, pioneiro na residência médica de patologia clínica no Brasil. Atualmente são 314 médicos residentes em  especialidades como cirurgia vascular, dermatologia, pediatria, cirurgia torácica, acupuntura, geriatria e cardiologia.


Atividade no Centro de Idosos

Em 40 anos, o hospital presenciou e promoveu mudanças no perfil da assistência. Os médicos passaram a ser agrupados de acordo com as áreas de atuação, dando início à criação dos serviços especializados. Hoje, dos 4.020 funcionários do hospital, 866 são médicos que prestam atendimento em 42 especialidades, além de UTI Geral e Unidade Coronariana. O complexo hospitalar conta com 1.228 leitos e 30 enfermarias.

O HSPE presta atenção primária e terciária, realizando transplantes, cirurgias cardíacas e outros procedimentos de alta complexidade. Também é referência em trombólise para a Secretaria de Saúde.  Segundo Maria Ângela de Souza Ferreira, diretora técnica departamental do HSPE, a instituição pretende descentralizar os ambulatórios, montando unidades na zona leste, oeste, norte e sul da Capital, além do Interior. “A idéia é aumentar a oferta de atenção básica, desafogando o hospital”, comenta. O superintendente José Carlos Ramos de Oliveira comentou que o hospital deve concluir, no início de 2007, o processo de modernização que inclui o agendamento de consultas e exames laboratoriais pela Internet e por meio de quiosques dentro da estrutura das secretarias estaduais.

O HSPE mantém ainda um serviço de Gerontologia e Geriatria para a terceira idade, incluindo um programa de atividades para idosos que aprendem a fazer pães caseiros, participam de cursos de idiomas e danças. “Também somos pioneiros em cuidados paliativos no Brasil. Esse serviço foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como um modelo a ser seguido”, afirma Ramos de Oliveira.  

Doenças do servidor
O superintendente conta que desde 1998 o Programa Prevenir promove visitas às secretarias para identificar as doenças mais comuns entre os servidores. “Identificamos que 47% dos atendidos estão com sobrepeso ou obesidade, 75% são sedentários, 30% têm pressão alta, 3% são diabéticos e 52% apresentam aumento do índice de gordura no sangue. Estamos atuando na detecção e atuaremos na prevenção de doenças. Prevenindo, o hospital será menos utilizado, trazendo benefício às duas partes”, afirma.




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