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CAPA

EDITORIAL (JC pág. 2)
A difícil comparação entre os serviços da rede privada de saúde e o SUS. Para médicos e a população


ENTREVISTA (JC pág. 4)
O financiamento público da Saúde na visão de docentes em Políticas de Saúde da USP


ATIVIDADES CRM (JC pág. 4)
Acompanhe as novas datas dos Fóruns de Publicidade Médica do Cremesp e participe!


ATIVIDADES CRM (JC pág. 5)
TISS: operadoras devem fornecer os formulários impressos, avisa a ANS


MOBILIZAÇÃO (JC pág. 6)
A luta dos médicos do Nordeste por melhores condições de trabalho e de atendimento à população


ATIVIDADES CRM (JC pág. 7)
Exame do Cremesp: primeira fase acontece dia 23 de setembro


ESPECIAL (JC págs. 8 e 9)
Especial: mais de 90% dos médicos do Estado aprovam a atuação do Cremesp


ENSINO MÉDICO (pág. 10)
Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP): 10 anos deste método de sucesso na FAMEMA


GERAL 1 (JC pág. 11)
Psicocirurgia: Ministério Público recomenda fiscalização no tratamento de transtornos mentais


HISTÓRIA (JC pág. 12)
Sta. Casa de S. José do Rio Preto - capacidade para receber 700 pacientes/dia


GERAL 2 (JC pág.13)
Em Opinião do Conselheiro, Isac Jorge nos brinda com o texto "O médico como corretor"


ALERTA ÉTICO (JC pág. 14)
Acompanhe questões relacionadas ao treinamento médico, no Alerta Ético desta edição


GERAL 3 (JC pág.15)
Acompanhe Nota da SBPC que repudia o financiamento de procecimentos médicos


GALERIA DE FOTOS



Edição 240 - 08/2007

ESPECIAL (JC págs. 8 e 9)

Especial: mais de 90% dos médicos do Estado aprovam a atuação do Cremesp



ATUAÇÃO DO CREMESP
tem amplo apoio dos médicos

Educação Continuada, Recadastramento, Exame de Egressos e ações contra abertura de novos cursos de Medicina são aprovados por mais de 90% dos profissionais do Estado

As iniciativas do Cremesp de maior visibilidade têm alto índice de aprovação entre médicos, segundo pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Datafolha, no período de 2 a 11 de maio de 2007. A maioria dos profissionais do Estado de São Paulo é favorável à realização do Programa de Educação Médica Continuada (98%): ao Recadastramento dos Médicos (95% ); ao Exame de Egressos (91%); e ao combate à revalidação automática ou facilitada de diplomas de médicos formados no Exterior (88%).

A iniciativa do Conselho de recolher e preservar os laudos dos IMLs (Instituto Médico Legal) durante e depois dos ataques do PCC em 2006 foi aprovada por 72% dos médicos. O Cremesp cumpriu papel decisivo na crise de violência que marcou o Estado de São Paulo. Por solicitação do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública Geral do Estado, nos dias 20 e 21 de maio de 2006, o Conselho analisou os laudos, de forma a verificar a fidelidade dos documentos. A tarefa gerou um relatório que se tornou uma peça importante nas investigações sobre as mortes.

A função judicante do Cremesp também foi aprovada por 58% dos médicos. A atividade judicante refere-se ao recebimento, apuração e julgamento de denúncias sobre o exercício da Medicina.     

Unidade
A atuação do Cremesp contra a abertura de novos cursos de Medicina obteve 94% de avaliações positivas entre os profissionais. Diferente dos itens anteriores, cuja promoção é exclusiva do Cremesp, essas iniciativas foram e são desenvolvidas em conjunto com as demais entidades médicas nacionais e estaduais. O mesmo acontece com as ações pela defesa do Projeto de Lei do Ato Médico, que recebeu 65% de aprovação (soma de ótimo mais bom); e pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM),  que alcançou  47%  de ótimo e bom, 28% de regular. 

Universo
A pesquisa por amostragem foi realizada por telefone com 400 médicos do Estado, por meio de questionário estimulado e espontâneo. Os resultados foram ponderados por sexo, faixa etária e região, segundo proporção fornecida pelo Centro de Dados do Conselho que apresentam as seguintes conclusões para o perfil do médico: preponderância do sexo masculino (62%); na faixa de 30 a 49 anos – com média de 43 anos. No universo da pesquisa, 55% representaram a Capital, 8% a região metropolitana e 37% o Interior. A margem de erro é de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O trabalho do Instituto Datafolha abrange ainda um levantamento sobre o perfil dos médicos paulistas, além de avaliações sobre o exercício da medicina, o mercado de trabalho do médico e a relação com os convênios. A divulgação dos resultados desses tópicos está prevista para os próximos meses.

Profissionais sugerem maior ênfase
à atividade fiscalizadora
 

Entre as questões espontâneas da pesquisa, os entrevistados foram indagados sobre “quais outras ações o Conselho deveria realizar, além das citadas anteriormente”. Do total, 34% dos médicos sugerem que o Cremesp desempenhe principalmente uma atividade fiscalizadora – sendo que 12% desses citaram “das condições estruturais dos locais de trabalho”, 10% “do exercício profissional dos médicos”, 5% “da atividade dos convênios que limitam os atendimentos” e 3%  “dos novos cursos de medicina”. A sugestão de fiscalização é tendencialmente maior entre os médicos homens e os que atuam na região metropolitana.

Os médicos gostariam também de um maior acompanhamento da remuneração dos profissionais (15%).  Esperam ainda uma assistência maior aos médicos (14%) – desses, 6%  pedem um contato mais estreito e 5% assistência jurídica. A remuneração é citada especialmente pelos que ganham menos, enquanto aqueles com melhor renda citaram a assistência jurídica e a disseminação positiva da imagem do médico.

Confira a seguir algumas das manifestações espontâneas

“Teria de ser realizada uma prova de habilitação nos moldes da OAB; fechar as faculdades de medicina sem condições adequadas de ensino; coibir a migração de médicos latino-americanos para o Brasil”. (médico, 39 anos)

“Fazer campanha, junto à imprensa, de conscientização à população, para saber o que sofremos e nossas condições de trabalho. Nessa campanha, mostrar as verbas existentes, mas que o governo não destina à saúde, denunciar prefeituras que não nos ajudam, que o médico muitas vezes trabalha 8, 10 horas sem comer ou ir ao banheiro; e mostrar por que às vezes morrem pacientes dentro de hospitais que não têm UTI, que os equipamentos para realizar exames estão quebrados (...). Desta maneira, as pessoas mudariam a visão de que o médico ganha bem e não trabalha”. (médica, 27 anos)

“Fiscalizar se há materiais para o médico trabalhar em postos de saúde da periferia. Pode acontecer de chegar um paciente com traumatismo e lá o médico não ter aparelhagem, equipamento para tratar desse paciente. Fiscalizar se não há nada que vá colocar em risco também a saúde do médico”. (médico, 41 anos)

Ser mais atuante na fiscalização dos hospitais quanto à higiene, porque não há condições de se trabalhar em meio à sujeira. O Cremesp tem que trabalhar juntamente com a vigilância sanitária, chegar de surpresa, punir os responsáveis pela conservação e limpeza desses locais e saber porque os hospitais públicos não são locais limpos e higienizados”. (médica, 53 anos)

“Empenhar-se mais para que nossos salários fossem atualizados; ou seja, eles se baseiam numa tabela de 1992, antiga e desatualizada, onde os valores não condizem com a atual situação. Nós precisamos de aumento urgente, os salários são muito baixos, principalmente em órgãos públicos,  hospitais e postos de saúde”. (médica, 32 anos)

Cresce aprovação
ao Exame de Egressos
e ao Educação Continuada

Uma comparação feita entre a pesquisa de 2007 e a anterior, de outubro de 2005 a março de 2006 – ambas realizadas pelo Datafolha –  indica que cresceu entre os médicos a aprovação ao Exame de Egressos. O índice cresceu 7% (acima da margem de erro de 5%), atingindo 91%. No levantamento anterior, quando a avaliação dos estudantes havia sido realizada pela primeira vez, obteve 84%. A aprovação do Programa de Educação Médica Continuada teve aumento de 6% – obtendo 92% na primeira pesquisa e 98% na atual.

Por outro lado, a avaliação geral do Cremesp foi melhor na pesquisa anterior – em 2005/2006 tinha 72% de aprovação, enquanto que em 2007 apresentou índice de 66%. Na pesquisa de 2005/2006, à pergunta estimulada “como avalia de forma geral o Cremesp”, 10% responderam ótimo, 62% bom e 24% regular. Em 2007, 10% dos médicos responderam ótimo, 56% bom e 28% regular.

Em 2005/2006, a função judicante do Cremesp (recebimento, apuração e julgamento de denúncias relacionadas ao exercício da medicina), obteve 79%  de aprovação. Em 2007, 58% (soma de ótimo e bom) aprovaram a atuação do Conselho nessa área, enquanto 23% consideraram regular e 7% avaliaram negativamente.  
 
Embora com questões e abrangências diferentes, alguns pontos das duas pesquisas foram passíveis de comparações. O levantamento de 2005/2006 considerou a opinião de quatro públicos distintos (médicos, estudantes, formadores de opinião e população) enquanto que o de 2007 foi dirigido apenas aos médicos. Porém, os quatro segmentos foram separados, mantendo isoladas as opiniões dos médicos.

Programa deve ser ampliado

O Programa de Educação Médica Continuada deve ser ampliado nos próximos meses. Iniciado em 2005, o programa oferece, gratuitamente, cursos específicos de atualização profissional, freqüentados principalmente por médicos generalistas e clínicos, que atuam em hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde, prontos-socorros e programas de saúde da família. Tornou-se uma referência como atualização especializada para médicos de outras áreas, agora confirmado pelo alto índice de aprovação no estudo do Datafolha. A seguir, veja a repercussão da pesquisa:

José Henrique Andrade Vila, conselheiro do Cremesp, coordenador do Programa de Educação Médica Continuada da Capital
“Eu esperava que o programa tivesse essa aceitação porque a maioria dos médicos deseja realizar uma medicina de alta qualidade. Isso corrobora uma pesquisa divulgada pela imprensa diária que mostrou a categoria médica em primeiro lugar entre as profissões que respeitam a população e que está preocupada com a sua atualização para oferecer o melhor ao paciente. A idéia é ampliar o programa na Capital, organizando módulos fora das sedes do Cremesp. Estamos  aceitando sugestões de colegas da Grande São Paulo para a realização de alguns módulos do programa em outros hospitais”.

Álvaro Atallah, professor da Unifesp e diretor do Centro Cochrane Brasil
“Essa é uma iniciativa que merece todos os aplausos da classe médica. O papel do CRM não é apenas punir, mas prevenir os problemas. Eu também entendo, assim como os 98% dos médicos paulistas, que esse é um programa fundamental em todas as áreas da Medicina”.

Henrique Carlos Gonçalves, presidente do Cremesp
“Os projetos que foram considerados prioritários em consulta aos médicos serão ampliados nos próximos meses. Dentre outros, destacamos o Programa de Educação Médica Continuada que pretendemos intensificar e estender a todas as regiões do Estado. O recadastramento e a emissão da nova cédula de identidade médica deverão ser concluídos em breve. Em setembro, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo inicia a terceira prova de avaliação dos egressos do sexto ano, cujos dados fornecerão subsídios para propostas de reforma do ensino e para a identificação das deficiências na graduação dos médicos.”

Renato Ferreira da Silva, conselheiro do Cremesp,  coordenador do Programa de Educação Médica Continuada do Interior
“Já esperava que o resultado fosse esse porque a Programa Educação Continuada significa atualização gratuita de qualidade. A nossa idéia é levar o conhecimento ao local de  trabalho do médico. Com isso, o Conselho cumpre uma função extremamente importante, deixando de ser apenas punitivo para ter um caráter educativo. Agora, pretendemos levar o programa a todo o Estado de São Paulo”.



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