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Edição 89 - Outubro// de 2019

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Resenha

The Normal Heart

Por Juliana Moras*

1

Quando as perspectivas de ativista, escritor e companheiro se cruzam, a vida de Ned Weeks, interpretado por Mark Ruffalo, torna-se uma constante batalha, a fim de buscar investimento e atenção da imprensa para a epidemia da Aids, que vitimou milhares de norte-americanos na década de 1980. O filme The Normal Heart (2014), dirigido por Ryan Murphy, é baseado na peça teatral de Larry Kramer, escrita em 1985, mesmo período em que o HIV torna-se foco de uma preocupante epidemia, atingindo, em especial, a comunidade homossexual, em um primeiro momento.


O filme aborda os primeiros casos de Aids em homossexuais da cidade de Nova York – caracterizados por pacientes acometidos pelo sarcoma de Kaposi –, sob diferentes pontos de vista. Julia Roberts interpreta a oncohematologista Emma Brookner, uma das primeiras médicas a notar o aumento de casos da neoplasia em homens homossexuais. Ela é retratada como a principal aliada na busca por recursos do governo norte americano para o estudo e conscientização sobre a doença, temendo a proporção aritmética que ela tomava, já que mais de 50% dos pacientes sintomáticos, por ela atendidos, evoluíam a óbito. Além dela, Ned Weeks é o ponto fundamental – e controverso – que busca o apoio não somente do governo e da comunidade médica, mas também da própria comunidade gay e de sua família, personificada pelo influente advogado Ben Weeks, interpretado por Alfred Molina.


Obstinado em chamar a atenção dos principais veículos de imprensa do país, Ned Weeks busca o repórter do principal jornal norte-americano, o The New York Times, Felix Turner, interpretado por Matt Bomer. A partir desse encontro, o que era uma busca por apoio à causa torna-se uma relação pessoal quando se envolvem emocionalmente. O filme aborda de maneira sensível e, ao mesmo tempo, enérgica, os desafios que os homossexuais norte-americanos viveram durante a década: preconceitos, falta de suporte governamental e de partes da própria comunidade, por temerem o então chamado “câncer gay” como uma potencial manobra para extermínio da população gay, a qual havia recentemente conquistado relativas liberdades sexual e de expressão, até então inéditas na história moderna.


O principal atrativo da obra, sem dúvida, é a empatia que causa no espectador. Torna-se quase impossível não se envolver, não somente com a história de amor entre Ned e Felix, como também não se revoltar com a falta de atenção a uma epidemia que se revelaria mortal para a humanidade, independentemente da orientação sexual e gênero. Com um elenco de peso, que inclui ainda Jim Parsons e Taylor Kitsch, e uma série de prêmios recebidos, como o Golden Globe, para Matt Bomer, e dois Emmy Awards, The Normal Heart é um documento histórico – embora de cunho ficcional – sobre uma das maiores epidemias que o século 20 assistiu.

* Médica infectologista pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, atualmente atua nos hospitais coordenados pelo grupo GMESP

1: Reprodução


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